{"id":1070,"date":"2026-09-07T19:14:42","date_gmt":"2026-09-08T00:14:42","guid":{"rendered":"https:\/\/trees.uniandes.edu.co\/?p=1070"},"modified":"2026-09-07T19:52:29","modified_gmt":"2026-09-08T00:52:29","slug":"hablar-de-desigualdad-desde-la-esperanza-lo-que-una-conversacion-puede-y-no-puede-cambiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trees.uniandes.edu.co\/pt\/blog\/hablar-de-desigualdad-desde-la-esperanza-lo-que-una-conversacion-puede-y-no-puede-cambiar\/","title":{"rendered":"Falar sobre desigualdade a partir da esperan\u00e7a: o que uma conversa pode \u2014 e n\u00e3o pode \u2014 mudar\u00a0"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um experimento de campo constatou que conversas conduzidas a partir de uma perspectiva otimista podem aumentar a esperan\u00e7a de reduzir a desigualdade. Conversamos com dois dos coautores do estudo.&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Mar\u00eda Fernanda Cardona<sup data-fn=\"3b47d803-5786-46e7-b30d-b1fb6c83f859\" class=\"fn\"><a href=\"#3b47d803-5786-46e7-b30d-b1fb6c83f859\" id=\"3b47d803-5786-46e7-b30d-b1fb6c83f859-link\">1<\/a><\/sup>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/trees.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/Imagen-principal-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1094\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00f5es: Mar\u00eda Camila Lozano<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-rojo-color has-alpha-channel-opacity has-rojo-background-color has-background is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Allison Benson, economista e pesquisadora do Centro de Pesquisa e A\u00e7\u00e3o P\u00fablica; Juan Jos\u00e9 Rojas, assistente de pesquisa do Centro de Estudos Econ\u00f4micos (CEDE) e do Centro de Pesquisa e A\u00e7\u00e3o P\u00fablica; e Juan Felipe Ortiz, pesquisador p\u00f3s-doutorado na Universidade de Osnabr\u00fcck, reuniram centenas de pessoas para debater sobre a desigualdade em Cali, Medell\u00edn, Barranquilla, Bucaramanga, Florencia, Villavicencio e Bogot\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os participantes assistiram a um painel, realizado no \u00e2mbito dos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reimaginemos.co\/dialogos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-violeta-color\">Di\u00e1logos Territoriais sobre Desigualdade<\/mark><\/a>, que ocorreram entre setembro de 2023 e setembro de 2024. Nesses eventos, representantes da academia, do setor p\u00fablico, do setor privado e das artes discutiram as causas e as consequ\u00eancias da desigualdade na Col\u00f4mbia.\u00a0Em seguida, cada pessoa que havia assistido ao painel foi designada aleatoriamente a um dos quatro grupos: A, B, C ou D.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste estudo randomizado de campo<sup data-fn=\"f72f94c5-720a-4ed1-a4e4-0662680223c1\" class=\"fn\"><a href=\"#f72f94c5-720a-4ed1-a4e4-0662680223c1\" id=\"f72f94c5-720a-4ed1-a4e4-0662680223c1-link\">2<\/a><\/sup>, os participantes dos grupos A, B e C mantinham uma conversa individual com uma pessoa desconhecida, escolhida aleatoriamente entre os demais participantes. Cada conversa tinha um contexto diferente.\u00a0No Grupo A \u2014 o grupo de controle \u2014, os participantes conversavam sobre experi\u00eancias vividas durante a pandemia e os protestos de 2021, sem abordar o tema da desigualdade. No Grupo B, conversavam sobre a desigualdade em um tom otimista (quais solu\u00e7\u00f5es existem e quais avan\u00e7os a sociedade alcan\u00e7ou). No Grupo C, faziam isso com um tom pessimista (os obst\u00e1culos estruturais, as dificuldades para a mudan\u00e7a). No Grupo D, os participantes n\u00e3o conversavam com outra pessoa, mas realizavam uma autorreflex\u00e3o guiada com recursos visuais e perguntas pr\u00e9-definidas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"720\" src=\"https:\/\/trees.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/Imagen-2-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1098\" style=\"aspect-ratio:0.8888841693921761;width:350px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuer\u00edamos testar algo que j\u00e1 foi estudado na literatura: a maneira como os mecanismos deliberativos \u2014 n\u00e3o apenas em grandes processos de participa\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo cidad\u00e3o, como as assembleias cidad\u00e3s, mas simplesmente em conversas individuais \u2014 podem nos levar a novas reflex\u00f5es sobre um tema social. E a maneira como isso afeta nossa realidade e a realidade compartilhada com outras pessoas\u201d, explica Benson.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A conclus\u00e3o mais s\u00f3lida do experimento, publicada no Documento CEDE-TREES&nbsp;<a href=\"https:\/\/ideas.repec.org\/p\/col\/000089\/021809.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-violeta-color\">Mudan\u00e7a por meio do di\u00e1logo<\/mark><\/em><\/a>, percebeu-se nas conversas que foram realizadas um tom otimista. Nessas conversas, aumentou a esperan\u00e7a dos participantes quanto \u00e0 possibilidade de reduzir a desigualdade. \u201cA maneira como falamos \u00e9 importante. \u00c9 preciso falar do problema, mas de forma positiva e cheia de esperan\u00e7a\u201d, afirma Rojas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A maneira como falamos \u00e9 importante. \u00c9 preciso falar sobre o problema, mas de forma positiva e que transmita esperan\u00e7a.&nbsp;<\/h2>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Allison Benson leva essa reflex\u00e3o para o campo do ativismo e das pol\u00edticas p\u00fablicas. \u201cMuitas organiza\u00e7\u00f5es sociais e campanhas ativistas afirmam que a desigualdade \u00e9 errada, que os super-ricos precisam pagar mais impostos. Mas como podemos usar essas narrativas a partir da esperan\u00e7a e da possibilidade? Pois, muitas vezes, a den\u00fancia social e o discurso da injusti\u00e7a acabam nos oprimindo e fechando a possibilidade de mudan\u00e7a\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"720\" src=\"https:\/\/trees.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/Imagen-3-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1097\" style=\"aspect-ratio:0.8888850210603265;width:373px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O otimismo aumentou, mas, para verificar se o comportamento das pessoas tamb\u00e9m mudou, o estudo utilizou uma vers\u00e3o modificada do \u2018Jogo do Ditador\u2019, um experimento econ\u00f4mico cl\u00e1ssico para medir comportamentos pr\u00f3-sociais. Antes do painel e ap\u00f3s a atividade designada a cada grupo, os participantes deveriam decidir como distribuiriam um pr\u00eamio potencial de 200.000 pesos colombianos entre si e outro participante selecionado aleatoriamente. O ponto-chave, explica Rojas, \u00e9 que a decis\u00e3o tinha consequ\u00eancias reais. Se a pessoa ganhasse, o que ela declarasse compartilhar seria efetivamente transferido para outra pessoa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fato de o jogo ter consequ\u00eancias reais \u00e9 \u00fatil, explica Rojas, porque simplesmente perguntar aos participantes sobre suas prefer\u00eancias pode levar a respostas enganosas, com o intuito de agradar aos pesquisadores.\u00a0\u201cQueremos passar a impress\u00e3o de que somos pessoas que doam dinheiro, que somos justas. Mas isso n\u00e3o \u00e9 necessariamente o que decidir\u00edamos se nossa escolha tivesse um custo real\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse aspecto, os resultados n\u00e3o mostraram uma mudan\u00e7a estatisticamente significativa. Antes do painel, os participantes decidiram reter, em m\u00e9dia, 55,3 % do pr\u00eamio; ap\u00f3s o painel e a atividade designada, o percentual foi de 55,6 %.\u00a0\u201cN\u00e3o encontramos evid\u00eancias conclusivas de que uma interven\u00e7\u00e3o simples e breve possa transformar um comportamento. Isso nos leva a conceber experimentos nos quais o di\u00e1logo entre as pessoas se mantenha por mais tempo\u201d, destaca Benson.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, embora mudar uma percep\u00e7\u00e3o seja o primeiro passo, isso n\u00e3o garante uma transforma\u00e7\u00e3o de comportamento a longo prazo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"720\" src=\"https:\/\/trees.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/Imagen-4-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1096\" style=\"aspect-ratio:0.8888841549145754;width:331px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao abordar a replicabilidade e a representatividade do experimento, os autores fazem uma observa\u00e7\u00e3o importante sobre os participantes que fizeram parte do estudo. Antes do in\u00edcio de qualquer interven\u00e7\u00e3o, eles j\u00e1 demonstravam altos n\u00edveis de consci\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 desigualdade.\u00a0Esse \u201cvi\u00e9s de auto-sele\u00e7\u00e3o\u201d pode ter implicado que os participantes j\u00e1 estivessem convencidos e, em parte por isso, o experimento n\u00e3o produziu mudan\u00e7as estatisticamente significativas em alguns resultados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso n\u00e3o invalida as conclus\u00f5es, mas aponta, segundo os pesquisadores, a urg\u00eancia de levar essas conversas a p\u00fablicos mais c\u00e9ticos, diversos e distantes do tema. O verdadeiro teste decisivo do di\u00e1logo estruturado como ferramenta de mudan\u00e7a, afirma Rojas, est\u00e1 naqueles que ainda n\u00e3o est\u00e3o convencidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O verdadeiro teste decisivo do di\u00e1logo estruturado est\u00e1 naqueles que ainda n\u00e3o est\u00e3o convencidos.&nbsp;<\/h2>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-rojo-color has-text-color has-link-color wp-elements-1\"><strong>Criando espa\u00e7os de encontro entre pessoas diferentes em uma sociedade desigual\u00a0<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos resultados estat\u00edsticos, Benson prop\u00f5e uma discuss\u00e3o mais ampla sobre o papel do contato social na percep\u00e7\u00e3o da desigualdade.\u00a0Em um pa\u00eds segregado n\u00e3o apenas economicamente, mas tamb\u00e9m espacialmente, as pessoas tendem a construir sua vis\u00e3o de mundo a partir de grupos de refer\u00eancia fechados, o que gera percep\u00e7\u00f5es distorcidas sobre a magnitude das disparidades e sobre a pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o na distribui\u00e7\u00e3o de riqueza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"720\" src=\"https:\/\/trees.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/Imagen-5-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1095\" style=\"width:365px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cH\u00e1 pesquisas que indicam que pessoas que se encontram em contextos de privil\u00e9gio n\u00e3o reconhecem seu privil\u00e9gio porque n\u00e3o conhecem outras realidades sociais; isso faz com que estejam menos dispostas, por exemplo, a contribuir com o pagamento de impostos ou a apoiar pol\u00edticas sociais redistributivas. \u00c9 muito importante diminuir essa dist\u00e2ncia social que se tornou t\u00e3o grande porque vivemos em uma realidade t\u00e3o desigual\u201d, afirma Benson.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa perspectiva, a pesquisadora sugere que o contato entre pessoas de diferentes origens socioecon\u00f4micas pode ser uma ferramenta de pol\u00edtica p\u00fablica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Criar, por meio do Estado, pontos de encontro entre grupos distintos \u2014 seja por meio de uma educa\u00e7\u00e3o menos segregada entre o p\u00fablico e o privado, de um transporte que conecte diferentes realidades ou de espa\u00e7os p\u00fablicos onde mundos diferentes se encontrem \u2014 \u00e9 fundamental para pol\u00edticas p\u00fablicas que transformem a desigualdade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/ideas.repec.org\/p\/col\/000089\/021809.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-violeta-color\">Mudan\u00e7a por meio do di\u00e1logo<\/mark><\/em><\/a>&nbsp;n\u00e3o conclui que uma conversa possa redesenhar a sociedade colombiana, mas demonstra algo que Benson considera valioso: que a maneira como enquadramos os problemas sociais molda a forma como os compreendemos, e que at\u00e9 mesmo uma conversa com um estranho, se bem orientada, pode despertar o otimismo das pessoas quanto \u00e0 possibilidade de mudan\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A maneira como enquadramos os problemas sociais molda a forma como os compreendemos.&nbsp;<\/h2>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ambi\u00e7\u00e3o para o futuro, segundo os pesquisadores, seria levar o experimento a espa\u00e7os p\u00fablicos, a formatos digitais e a amostras mais diversificadas. E, acima de tudo, a pessoas que ainda n\u00e3o acreditam que nossa realidade social possa ser transformada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-rojo-color has-alpha-channel-opacity has-rojo-background-color has-background is-style-wide\"\/>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"3b47d803-5786-46e7-b30d-b1fb6c83f859\">Mar\u00eda Fernanda Cardona \u00e9 soci\u00f3loga e jornalista.\u00a0 <a href=\"#3b47d803-5786-46e7-b30d-b1fb6c83f859-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 1 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"f72f94c5-720a-4ed1-a4e4-0662680223c1\">Estudo cient\u00edfico realizado em um ambiente real \u2014 fora do laborat\u00f3rio \u2014, no qual os participantes ou unidades s\u00e3o designados aleatoriamente a um grupo de tratamento ou a um grupo de controle.\u00a0 <a href=\"#f72f94c5-720a-4ed1-a4e4-0662680223c1-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 2 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-rojo-color has-alpha-channel-opacity has-rojo-background-color has-background is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Un experimento de campo encontr\u00f3 que las conversaciones planteadas desde una perspectiva optimista pueden aumentar la esperanza de reducir la desigualdad. Hablamos con dos de los coautores del estudio.&nbsp; Por Mar\u00eda Fernanda Cardona&nbsp; Allison Benson, economista e investigadora del Centro de Investigaci\u00f3n Acci\u00f3n P\u00fablica; Juan Jos\u00e9 Rojas, asistente de investigaci\u00f3n del Centro de Estudios Econ\u00f3micos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":1094,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"descripcion":"Un experimento de campo encontr\u00f3 que las conversaciones planteadas desde una perspectiva optimista pueden aumentar la esperanza de reducir la desigualdad. 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