﻿{"id":172,"date":"2025-10-24T15:30:00","date_gmt":"2025-10-24T20:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/treespre.uniandes.edu.co\/?p=172"},"modified":"2026-05-12T18:01:26","modified_gmt":"2026-05-12T23:01:26","slug":"especial-mercado-laboral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trees.uniandes.edu.co\/pt\/especial\/especial-mercado-laboral\/","title":{"rendered":"TREES Special: Mercado de trabalho colombiano"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/treespre.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/especial.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-199\" srcset=\"https:\/\/trees.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/especial.png 1920w, https:\/\/trees.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/especial-768x432.png 768w, https:\/\/trees.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/especial-1536x864.png 1536w, https:\/\/trees.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/especial-18x10.png 18w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Na Am\u00e9rica Latina - e especialmente na Col\u00f4mbia - o mercado de trabalho \u00e9 caracterizado por altos n\u00edveis de informalidade, profundas desigualdades por g\u00eanero, origem social, ra\u00e7a e territ\u00f3rio, e pela exclus\u00e3o de jovens, migrantes e popula\u00e7\u00f5es rurais.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Departamento Administrativo Nacional de Estat\u00edstica (DANE), entre mar\u00e7o e maio de 2025, o <strong>A taxa de informalidade do trabalho foi de 55,9%<\/strong>, Isso significa que mais da metade dos trabalhadores n\u00e3o paga contribui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e previd\u00eancia. No <strong>centros rurais e populosos dispersos<\/strong>, Essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o alta quanto <strong>83,4%<\/strong>, Essa \u00e9 uma evid\u00eancia de uma divis\u00e3o territorial.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 agravado pelas desigualdades de g\u00eanero: as mulheres t\u00eam maior probabilidade de serem <strong>as mulheres ganham, em m\u00e9dia, 5,8% menos do que os homens<\/strong> por hora trabalhada e enfrentam n\u00edveis mais altos de desemprego e informalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse contexto que, a partir do TREES, propomos esta edi\u00e7\u00e3o especial para iniciar uma conversa cr\u00edtica e diversificada sobre os desafios enfrentados pelo emprego na Col\u00f4mbia. Em vez de oferecer respostas fechadas, buscamos <strong>problematizando o presente do trabalho e seus poss\u00edveis futuros.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na Col\u00f4mbia, como aponta \u00d3scar Becerra, pesquisador do Centro de Estudos sobre Desenvolvimento Econ\u00f4mico (CEDE) da Faculdade de Economia da Universidad de los Andes, esses problemas estruturais se traduzem em um mercado de trabalho desigual, no qual mais da metade dos trabalhadores n\u00e3o tem acesso \u00e0 prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As falhas estruturais do mercado de trabalho colombiano, adverte Becerra, aumentam a pobreza, limitam a produtividade e dificultam a mobilidade social.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-blanco-color has-azul-verde-oscuro-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-7885d4d75d2e8313c31ca078ebd86608\">Falar sobre o mercado de trabalho implica reconhecer que o trabalho n\u00e3o apenas organiza a economia, mas tamb\u00e9m define como as pessoas participam da sociedade, constroem sua identidade e projetam seu futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o <strong>Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT, 2019)<\/strong>, O trabalho decente \u00e9 essencial para o bem-estar das pessoas e o desenvolvimento sustent\u00e1vel das sociedades\u201c. Entretanto, na Col\u00f4mbia - como em grande parte da Am\u00e9rica Latina - o trabalho reflete as desigualdades estruturais que permeiam a vida social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Informalidade e desigualdades de g\u00eanero, ra\u00e7a, origem social e territ\u00f3rio<\/strong> n\u00e3o s\u00e3o fen\u00f4menos isolados: eles fazem parte de uma <strong>sistema que historicamente tem distribu\u00eddo oportunidades, renda e direitos trabalhistas de forma desigual<\/strong>, A falta de acesso ao emprego decente e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o social \u00e9 um grande obst\u00e1culo ao desenvolvimento do mercado de trabalho, reproduzindo lacunas que limitam o acesso ao emprego decente e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor \u00d3scar Becerra explica que o mercado de trabalho colombiano \u00e9 um espa\u00e7o onde \u201cempregos s\u00e3o criados, mas destru\u00eddos\". Al\u00e9m disso, <strong>A din\u00e2mica das empresas colombianas \u00e9 a din\u00e2mica das pequenas empresas. Mais de 90% das empresas na Col\u00f4mbia t\u00eam menos de 10 funcion\u00e1rios.<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa caracter\u00edstica explica grande parte da fragilidade do sistema: o tamanho das empresas limita a produtividade, a inova\u00e7\u00e3o e a capacidade de oferecer empregos formais com prote\u00e7\u00e3o social. Nesse contexto, a reforma trabalhista busca equilibrar os direitos dos trabalhadores com a sustentabilidade dos neg\u00f3cios, um desafio que, de acordo com Becerra, continua em aberto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-blanco-color has-azul-verde-oscuro-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-f617e6ba8098159018cf4185160780de\">\u201cEssa reforma foi muito voltada para a garantia de direitos, ou seja, para que os trabalhadores que j\u00e1 est\u00e3o empregados em empregos formais tenham certas garantias adicionais, mas n\u00e3o foi muito focada na tentativa de expandir o n\u00famero de empregos dispon\u00edveis para as pessoas que est\u00e3o procurando empregos melhores\u201d, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Para obter mais informa\u00e7\u00f5es, convidamos voc\u00ea a assistir a este v\u00eddeo, no qual o professor e pesquisador \u00d3scar Becerra e o vice-ministro de Emprego e Pens\u00f5es, Iv\u00e1n Daniel Jaramillo Jassir, analisam a estrutura do mercado de trabalho colombiano, as pol\u00edticas p\u00fablicas para torn\u00e1-lo mais digno e inclusivo e os desafios impostos pelo trabalho do futuro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A reforma trabalhista pode mudar o emprego na Col\u00f4mbia? Informalidade, desigualdade e o futuro\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ccOH57nDPSI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea quiser se aprofundar, propomos uma jornada por diferentes abordagens e vozes que lhe permitir\u00e3o entender melhor os desafios do mercado de trabalho na Col\u00f4mbia.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:1px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um tour pelo conte\u00fado do especial<\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:1px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Capital social no trabalho<\/h3>\n\n\n\n<p>Na Am\u00e9rica Latina - uma das regi\u00f5es mais desiguais do mundo, de acordo com a CEPAL (2023) - o acesso a um emprego formal e est\u00e1vel ainda \u00e9 condicionado por fatores que t\u00eam pouco a ver com m\u00e9rito ou esfor\u00e7o. O local de nascimento, o sobrenome, a educa\u00e7\u00e3o dos pais ou as redes familiares s\u00e3o t\u00e3o importantes quanto as qualifica\u00e7\u00f5es ou habilidades t\u00e9cnicas. Esse conjunto de relacionamentos e v\u00ednculos que ampliam as possibilidades de acesso a um emprego melhor \u00e9 conhecido como capital social e \u00e9 fundamental para entender a din\u00e2mica do mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"display: flex; justify-content: center; width: 100%;\">\n  <blockquote class=\"instagram-media\"\n    data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DQW87wvFVza\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\"\n    data-instgrm-version=\"14\"\n    style=\"max-width: 350px; width: 100%; margin: auto;\">\n  <\/blockquote>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"932\" height=\"678\" src=\"https:\/\/treespre.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/comentarios-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-355\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Esse capital social n\u00e3o apenas influencia quem tem acesso a determinadas oportunidades, mas tamb\u00e9m como as portas se abrem ou se fecham durante a vida profissional. A soci\u00f3loga Mar\u00eda Jos\u00e9 \u00c1lvarez, professora da Universidad de los Andes, estudou esse fen\u00f4meno em profundidade. Sua pesquisa <em>Equilibrar o campo de jogo<\/em>, apresentado neste filme de pesquisa do TREES, faz uma an\u00e1lise cr\u00edtica das desigualdades enfrentadas por estudantes universit\u00e1rios de primeira gera\u00e7\u00e3o ao entrarem no mundo do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"display: flex; justify-content: center; width: 100%;\">\n  <blockquote class=\"instagram-media\"\n    data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DRAUsvnjo4Q\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\"\n    data-instgrm-version=\"14\"\n    style=\"max-width: 350px; width: 100%; margin: auto;\">\n  <\/blockquote>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-blanco-color has-azul-verde-oscuro-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-2731dea4346eab7d6a47767f8276bef6\">O estudo mostra que, mesmo com resultados acad\u00eamicos compar\u00e1veis, seus ganhos e oportunidades iniciais s\u00e3o menores do que os de seus colegas mais privilegiados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, a liga\u00e7\u00e3o entre melhores empregos e capital social mostra que a desigualdade no mercado de trabalho n\u00e3o come\u00e7a com a falta de treinamento, mas no exato momento em que as portas do emprego se abrem ou se fecham. Reconhecer isso \u00e9 o primeiro passo para a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e pr\u00e1ticas de contrata\u00e7\u00e3o que n\u00e3o reproduzam os privil\u00e9gios de origem, mas que ampliem o acesso ao talento e \u00e0 diversidade de que o pa\u00eds precisa para crescer.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:1px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Desigualdades de g\u00eanero no mercado de trabalho<\/h3>\n\n\n\n<p>Na Col\u00f4mbia, a carga de cuidados que recai sobre as mulheres \u00e9 respons\u00e1vel por uma grande parte da <strong>emprego e a diferen\u00e7a de renda entre homens e mulheres,<\/strong> mas continua sendo uma dimens\u00e3o invis\u00edvel da pol\u00edtica econ\u00f4mica. O tempo gasto com cuidados - para crian\u00e7as, idosos ou dependentes - ainda \u00e9 <strong>limita sua participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, sua independ\u00eancia econ\u00f4mica e seu bem-estar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O infogr\u00e1fico <em>\u201cO cuidado n\u00e3o deve custar oportunidades de emprego\u201d.\u201d<\/em> exploramos como as Manzanas del Cuidado em Bogot\u00e1 est\u00e3o contribuindo para a <strong>melhorar a qualidade de vida das mulheres<\/strong> e para abrir novas oportunidades.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"display: flex; justify-content: center; width: 100%;\">\n  <blockquote class=\"instagram-media\"\n    data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DQseJaEjl2o\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\"\n    data-instgrm-version=\"14\"\n    style=\"max-width: 350px; width: 100%; margin: auto;\">\n  <\/blockquote>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Desde 2020, as Ma\u00e7\u00e3s Carinhosas - uma das iniciativas mais inovadoras da Am\u00e9rica Latina - atenderam mais de 860.000 mulheres e suas fam\u00edlias gratuitamente, oferecendo servi\u00e7os educacionais, de sa\u00fade e bem-estar enquanto outra pessoa cuida de seus entes queridos.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu compromisso \u00e9 transformador: <strong>redistribui\u00e7\u00e3o do atendimento<\/strong> para liberar o tempo das mulheres e abrir oportunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa abordagem demonstra que, quando o Estado assume parte do \u00f4nus do atendimento, \u00e9 poss\u00edvel que ele seja respons\u00e1vel por uma parte do atendimento, <strong>o emprego das mulheres cresce e a equidade se torna mais tang\u00edvel<\/strong>. Em uma entrevista com <em>El Pa\u00eds<\/em>, <strong>Ana G\u00fcezmes<\/strong>, representante da CEPAL, disse que investir em sistemas de atendimento poderia <strong>aumentar a participa\u00e7\u00e3o feminina no mercado de trabalho na Am\u00e9rica Latina em at\u00e9 12%<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"895\" height=\"235\" src=\"https:\/\/treespre.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/comentarios-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-357\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Esse tipo de pol\u00edtica demonstra que a promo\u00e7\u00e3o da igualdade exige <strong>reconhecimento e redistribui\u00e7\u00e3o do trabalho de assist\u00eancia<\/strong>, e garantir condi\u00e7\u00f5es de trabalho que n\u00e3o aprofundem as desigualdades existentes. Entretanto, nem todas as reformas apontam nessa dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No Caf\u00e9 com TREES, a professora Natalia Ram\u00edrez, da Faculdade de Direito da Universidad de los Andes e membro do Projeto Digna, refletiu sobre como <strong>o<\/strong> <strong>reforma trabalhista de 2025 (Lei 2466),<\/strong> embora introduza disposi\u00e7\u00f5es destinadas a melhorar as condi\u00e7\u00f5es do trabalho dom\u00e9stico e rural, <strong>pode estar tendo efeitos adversos sobre o emprego das mulheres<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-blanco-color has-azul-verde-oscuro-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-43ac5e3448feadca3320be57234e6999\">\u201cConsidere o caso de um empregador que percebe que, ao contratar mulheres, ele ter\u00e1 de oferecer a elas arranjos flex\u00edveis para permitir a compatibilidade das responsabilidades de cuidado. \u00c9 muito prov\u00e1vel que ele recuse a oportunidade de contratar essas mulheres\u201d, diz Ramirez.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"display: flex; justify-content: center; width: 100%;\">\n  <blockquote class=\"instagram-media\"\n    data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DQc9eWHDiAP\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\"\n    data-instgrm-version=\"14\"\n    style=\"max-width: 350px; width: 100%; margin: auto;\">\n  <\/blockquote>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"342\" src=\"https:\/\/treespre.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/comentarios-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-358\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>As tens\u00f5es geradas pela reforma mostram que as desigualdades de g\u00eanero n\u00e3o s\u00e3o resolvidas apenas por pol\u00edticas p\u00fablicas: elas tamb\u00e9m afetam profundamente a vida de mulheres e homens. <strong>os espa\u00e7os onde o trabalho \u00e9 vivenciado diariamente<\/strong>. E \u00e9 nesse n\u00edvel - o das pr\u00e1ticas, culturas organizacionais e decis\u00f5es comerciais - que grande parte do patrim\u00f4nio est\u00e1 em jogo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma entrevista para este artigo especial, conversamos com M\u00eda Perdomo, cofundadora da Aequales, uma empresa latino-americana dedicada a promover a igualdade de g\u00eanero e a diversidade nas organiza\u00e7\u00f5es. Sua reflex\u00e3o mostra como os imagin\u00e1rios sobre quem se encaixa no local de trabalho continuam a reproduzir estruturas de exclus\u00e3o que limitam a participa\u00e7\u00e3o plena de mulheres, pessoas diversas e grupos historicamente marginalizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m mostra como iniciativas como a <strong>Classifica\u00e7\u00e3o PAR,<\/strong> liderados pela Aequales, permitiram que o <strong>centenas de organiza\u00e7\u00f5es medem suas lacunas de g\u00eanero, revisam seus processos e ajustam suas culturas internas para uma maior corresponsabilidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"display: flex; justify-content: center; width: 100%;\">\n  <blockquote class=\"instagram-media\"\n    data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DRNJXZJjjmF\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\"\n    data-instgrm-version=\"14\"\n    style=\"max-width: 350px; width: 100%; margin: auto;\">\n  <\/blockquote>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"444\" height=\"317\" src=\"https:\/\/treespre.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/comentarios-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-359\"\/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:1px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Jovens em um mercado de trabalho incerto<\/h3>\n\n\n\n<p>Na Col\u00f4mbia, para milhares de jovens, <strong>O trabalho n\u00e3o \u00e9 mais sin\u00f4nimo de estabilidade.<\/strong> Embora o pa\u00eds mostre uma recupera\u00e7\u00e3o nos n\u00fameros de emprego, <strong>a maioria dos novos empregos permanece informal,<\/strong> com baixa renda e sem prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, muitos jovens optam pelo empreendedorismo em vez de aceitar empregos prec\u00e1rios. Entretanto, para muitos deles, o empreendedorismo n\u00e3o \u00e9 uma escolha completa, mas uma sa\u00edda for\u00e7ada para a falta de oportunidades formais.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"display: flex; justify-content: center; width: 100%;\">\n  <blockquote class=\"instagram-media\"\n    data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DQ7-I16ATIA\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\"\n    data-instgrm-version=\"14\"\n    style=\"max-width: 350px; width: 100%; margin: auto;\">\n  <\/blockquote>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"916\" height=\"160\" src=\"https:\/\/treespre.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/comentarios-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-360\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>E o que acontece quando os jovens entram no mercado de trabalho tradicional?<\/strong> Beatriz Blanco, colaboradora da Mutante e l\u00edder da conversa <a href=\"https:\/\/mutante.org\/contenidos\/mi-primera-chamba-donde-consigo-un-trabajo-digno\/\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-rojo-color\">\u201cVamos falar sobre a precariedade dos jovens\u201d.\u201d<\/mark><\/a>, Em uma entrevista para esta reportagem especial, ele destacou que o que muitos jovens encontram n\u00e3o \u00e9 uma oportunidade de crescimento, mas uma experi\u00eancia de desilus\u00e3o: est\u00e1gios n\u00e3o remunerados, empregos fora de sua \u00e1rea profissional ou empregos tempor\u00e1rios com condi\u00e7\u00f5es abusivas.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"display: flex; justify-content: center; width: 100%;\">\n  <blockquote class=\"instagram-media\"\n    data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DRgBAnJDlML\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\"\n    data-instgrm-version=\"14\"\n    style=\"max-width: 350px; width: 100%; margin: auto;\">\n  <\/blockquote>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"905\" height=\"144\" src=\"https:\/\/treespre.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/comentarios-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-361\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Por esse motivo, \u00e9 essencial abordar as tens\u00f5es que marcam o in\u00edcio da vida profissional: a dificuldade de acesso a um emprego formal, a press\u00e3o para gerar renda imediata e a sensa\u00e7\u00e3o de que a experi\u00eancia profissional \u00e9 constru\u00edda em detrimento da estabilidade. Neste Vox Pop (parte 1), perguntamos aos jovens sobre as escolhas de carreira que tiveram de fazer.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"display: flex; justify-content: center; width: 100%;\">\n  <blockquote class=\"instagram-media\"\n    data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DR4p99SDmuk\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\"\n    data-instgrm-version=\"14\"\n    style=\"max-width: 350px; width: 100%; margin: auto;\">\n  <\/blockquote>\n<\/div>\n\n\n\n<p>As vozes dos jovens mostram que o mercado de trabalho \u00e9 um cen\u00e1rio cheio de incertezas. A lacuna entre a educa\u00e7\u00e3o, as expectativas e a realidade do trabalho revela um sistema que n\u00e3o consegue garantir oportunidades justas e estabilidade.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"display: flex; justify-content: center; width: 100%;\">\n  <blockquote class=\"instagram-media\"\n    data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DSDGazkDvcB\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\"\n    data-instgrm-version=\"14\"\n    style=\"max-width: 350px; width: 100%; margin: auto;\">\n  <\/blockquote>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"296\" src=\"https:\/\/treespre.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/comentarios-7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-362\"\/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:1px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">De que conversas precisamos para transformar o mercado de trabalho colombiano?<\/h3>\n\n\n\n<p>Essa jornada n\u00e3o tem a inten\u00e7\u00e3o de encerrar a discuss\u00e3o, mas de abrir novas quest\u00f5es sobre como trabalhamos hoje e que tipo de trabalho queremos construir para o futuro. As vozes, os dados e as perspectivas reunidos neste relat\u00f3rio especial mostram que o mercado de trabalho na Col\u00f4mbia \u00e9 um terreno cheio de nuances, tens\u00f5es e oportunidades a serem exploradas. \u00c9 exatamente por isso que precisamos de mais conversas: para entender melhor o que est\u00e1 acontecendo conosco, para questionar o que consideramos garantido e para imaginar, entre muitos, caminhos mais justos e inclusivos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na TREES, queremos continuar promovendo esses di\u00e1logos e convidamos voc\u00ea a se juntar a n\u00f3s nas pr\u00f3ximas conversas, pois o trabalho de transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 - e deve ser - um exerc\u00edcio coletivo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:1px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fontes consultadas no especial:<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (CEPAL). (2022). <em>A inclus\u00e3o trabalhista como chave para o desenvolvimento social inclusivo.<\/em> CEPAL.<\/li>\n\n\n\n<li>Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (CEPAL). (2023). <em>Panorama Social da Am\u00e9rica Latina 2023.<\/em> CEPAL.<\/li>\n\n\n\n<li>Centro de Estudos Distributivos, Trabalhistas e Sociais (CEDLAS) (2022). <em>Desigualdade de renda e mobilidade social na Am\u00e9rica Latina.<\/em> Universidade Nacional de La Plata.<\/li>\n\n\n\n<li>Esquivel, V. (2024). <em>Trabalho, g\u00eanero e desigualdade: desafios para a equidade na Am\u00e9rica Latina.<\/em> Buenos Aires: CLACSO.<\/li>\n\n\n\n<li>Fedesarrollo (2025). <em>Relat\u00f3rio sobre o mercado de trabalho: Emprego informal e prote\u00e7\u00e3o social na Col\u00f4mbia.<\/em> Fedesarrollo.<\/li>\n\n\n\n<li>Folbre, N. (2012). <em>The Political Economy of Care: Building a More Caring Economy (A economia pol\u00edtica do cuidado: construindo uma economia mais cuidadosa).<\/em> Cambridge Journal of Economics, 36(2), 373-390.<\/li>\n\n\n\n<li>Monitor de Empreendedorismo Global (GEM). (2021). <em>Relat\u00f3rio Global de Empreendedorismo 2021: Col\u00f4mbia.<\/em> GEM.<\/li>\n\n\n\n<li>Pesquisa sobre o Esp\u00edrito Empreendedor dos Estudantes da Universidade Global (GUESSS). (2024). <em>Relat\u00f3rio Col\u00f4mbia 2024.<\/em> Projeto GUESSS.<\/li>\n\n\n\n<li>Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT). (2019). <em>Trabalho decente e os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel: um guia para apoiar o di\u00e1logo social.<\/em> OIT.<\/li>\n\n\n\n<li>Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT). (2023). <em>Persistent inequalities in Latin American and Caribbean labour markets (Desigualdades persistentes nos mercados de trabalho da Am\u00e9rica Latina e do Caribe).<\/em> OIT.<\/li>\n\n\n\n<li>Perdomo, M. (2025). <em>Entrevista para a reportagem especial \u201cRethinking Work: Inclusion, Inequality and Transformation\u201d (Repensando o trabalho: inclus\u00e3o, desigualdade e transforma\u00e7\u00e3o).<\/em> \u00c1RVORES.<\/li>\n\n\n\n<li>Ram\u00edrez, N. (2025). <em>Caf\u00e9 com a Prof. Natalia Ram\u00edrez: reflex\u00f5es sobre a reforma trabalhista de 2025 (Lei 2466).<\/em> Faculdade de Direito, Universidad de los Andes.<\/li>\n\n\n\n<li>Sen, A. (1999). <em>Desenvolvimento como liberdade.<\/em> Oxford University Press.<\/li>\n\n\n\n<li>Standing, G. (2011). <em>The Precariat: The New Dangerous Class (O Precariado: A Nova Classe Perigosa).<\/em> Bloomsbury Academic.<\/li>\n\n\n\n<li>\u00c1lvarez, M. J. (2025). <em>Equilibrando o campo de jogo: desigualdade e a primeira gera\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria.<\/em> Universidad de los Andes \/ TREES.<\/li>\n\n\n\n<li>Blanco, B. (2025). <em>Vamos falar sobre a precariedade dos jovens.<\/em> Mutante<\/li>\n\n\n\n<li>Perdomo, M. (2024). <em>Classifica\u00e7\u00e3o PAR e igualdade de g\u00eanero em empresas latino-americanas.<\/em> Iguais.<\/li>\n\n\n\n<li>Alcald\u00eda Mayor de Bogot\u00e1 (2024). <em>Apples of Care: Relat\u00f3rio de resultados 2020-2024.<\/em> Secretaria Distrital da Mulher.<\/li>\n\n\n\n<li>Gonz\u00e1lez, C. (2025). <em>Da sala de aula: professores ensinando trabalho e desigualdade.<\/em> Universidade dos Andes.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Bencomo, Tania Z.<\/strong> (2008). <em>\u201cO trabalho visto de uma perspectiva social e jur\u00eddica\u201d.\u201d<\/em>. Revista Latinoamericana de Derecho Social, n.\u00ba 7 (julho-dezembro), pp. 27-57. Universidade Nacional Aut\u00f4noma do M\u00e9xico.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Becerra, \u00d3scar; Bojanini, Gabriela; Eslava, Marcela; Fern\u00e1ndez, Manuel.<\/strong> (2023). <em>\u201cA reforma trabalhista e as necessidades do mercado de trabalho colombiano\u201d.\u201d<\/em> <strong>Nota Macroecon\u00f4mica n\u00ba 51<\/strong>, Faculdade de Economia, Universidad de los Andes.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>DANE (2025).<\/strong> <em>Boletim T\u00e9cnico GEIH: Mercado de trabalho informal - trimestre janeiro-mar\u00e7o de 2025.<\/em> Bogot\u00e1 D.C. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.dane.gov.co\/files\/operaciones\/GEIH\/bol-GEIHEISS-ene-mar2025.pdf?utm_source=chatgpt.com\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.dane.gov.co\/files\/operaciones\/GEIH\/bol-GEIHEISS-ene-mar2025.pdf\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-azul-verde-oscuro-color\">https:\/\/www.dane.gov.co\/files\/operaciones\/GEIH\/bol-GEIHEISS-ene-mar2025.pdf<\/mark><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>The Spectator (2024).<\/strong> \u201cEmprego informal na Col\u00f4mbia: mulheres e o campo, os mais afetados\u201d.\u201d <em>O Espectador<\/em>, 21 de junho de 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.elespectador.com\/economia\/macroeconomia\/informalidad-laboral-en-colombia-las-mujeres-y-el-campo-los-mas-afectados\/?utm_source=chatgpt.com\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.elespectador.com\/economia\/macroeconomia\/informalidad-laboral-en-colombia-las-mujeres-y-el-campo-los-mas-afectados\/\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-azul-verde-oscuro-color\">https:\/\/www.elespectador.com\/economia\/macroeconomia\/informalidad-laboral-en-colombia-las-mujeres-y-el-campo-los-mas-afectados\/<\/mark><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho - OIT (2024).<\/strong> <em>Vis\u00e3o Geral do Trabalho 2024: Am\u00e9rica Latina e Caribe.<\/em> Genebra: OIT. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ilo.org\/americas\/publicaciones\/WCMS_904270\/lang--es\/index.htm\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-azul-verde-oscuro-color\">https:\/\/www.ilo.org\/americas\/publicaciones\/WCMS_904270\/lang&#8211;es\/index.htm<\/mark><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>A Rep\u00fablica (2025).<\/strong> \u201cA informalidade do mercado de trabalho ficou em 55,9 % entre mar\u00e7o e maio de 2025.\u201d <em>A Rep\u00fablica<\/em>, 3 de junho de 2025. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.larepublica.co\/economia\/la-informalidad-en-el-mercado-laboral-se-ubico-en-55-9-entre-marzo-y-mayo-de-2025-4177084?utm_source=chatgpt.com\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.larepublica.co\/economia\/la-informalidad-en-el-mercado-laboral-se-ubico-en-55-9-entre-marzo-y-mayo-de-2025-4177084\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-azul-verde-oscuro-color\">https:\/\/www.larepublica.co\/economia\/la-informalidad-en-el-mercado-laboral-se-ubico-en-55-9-entre-marzo-y-mayo-de-2025-4177084<\/mark><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Infobae (2024).<\/strong> \u201cDANE divulgou dados sobre a informalidade na Col\u00f4mbia: cada vez mais trabalhadores correm o risco de perder suas aposentadorias\u201d.\u201d <em>Infobae Col\u00f4mbia<\/em>, 12 de agosto de 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.infobae.com\/colombia\/2024\/08\/12\/dane-dio-a-conocer-cifra-de-informalidad-en-colombia-cada-vez-son-mas-los-trabajadores-en-riesgo-de-perder-la-pension\/?utm_source=chatgpt.com\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.infobae.com\/colombia\/2024\/08\/12\/dane-dio-a-conocer-cifra-de-informalidad-en-colombia-cada-vez-son-mas-los-trabajadores-en-riesgo-de-perder-la-pension\/\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-azul-verde-oscuro-color\">https:\/\/www.infobae.com\/colombia\/2024\/08\/12\/dane-dio-a-conocer-cifra-de-informalidad-en-colombia-cada-vez-son-mas-los-trabajadores-en-riesgo-de-perder-la-pension\/<\/mark><\/a><\/li>\n<\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>En Am\u00e9rica Latina \u2014y especialmente en Colombia\u2014 el mercado laboral se caracteriza por altos niveles de informalidad, profundas desigualdades por g\u00e9nero, origen social, raza y territorio, y por la exclusi\u00f3n de j\u00f3venes, migrantes y poblaciones rurales. 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