﻿{"id":440,"date":"2023-11-07T18:39:00","date_gmt":"2023-11-07T23:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/treespre.uniandes.edu.co\/?p=440"},"modified":"2026-03-30T11:31:50","modified_gmt":"2026-03-30T16:31:50","slug":"las-informalidades-del-sur-global-hacia-una-agenda-de-investigacion","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trees.uniandes.edu.co\/pt\/blog\/las-informalidades-del-sur-global-hacia-una-agenda-de-investigacion\/","title":{"rendered":"Informalidades no sul global: rumo a uma agenda de pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>O TREES e o Programa de An\u00e1lise Econ\u00f4mica do M\u00e9xico (PRAEM) do El Colegio de M\u00e9xico organizaram tr\u00eas Brown Bag Seminars no segundo semestre de 2023, <strong>para compartilhar as agendas e o progresso da pesquisa que est\u00e3o financiando.<\/strong> Como parte do componente de pesquisa do TREES, os Brown Bag Seminars t\u00eam o objetivo de promover uma agenda interdisciplinar, com diferentes abordagens, para explorar as causas e as consequ\u00eancias das desigualdades na regi\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro Semin\u00e1rio Brown Bag intitulado \u201cInformalities in the Global South: Towards a Research Agenda\u201d foi realizado na sexta-feira, 25 de agosto, por meio da plataforma Zoom. Juan Camilo C\u00e1rdenas, professor da Faculdade de Economia da Universidad de los Andes e respons\u00e1vel pelo componente de divulga\u00e7\u00e3o do TREES, e C\u00e9sar Mantilla, professor da Faculdade de Economia da Universidad del Rosario, falaram sobre os seguintes t\u00f3picos <strong>como abordar quest\u00f5es de informalidade no sul global.&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Seu semin\u00e1rio come\u00e7ou com uma introdu\u00e7\u00e3o sobre a informalidade, uma quest\u00e3o estrutural e hist\u00f3rica nos pa\u00edses do sul global. C\u00e1rdenas comentou sobre a possibilidade de abordar esse fen\u00f4meno a partir de novas perspectivas, como a economia comportamental e experimental, bem como a observa\u00e7\u00e3o de campo. Ele tamb\u00e9m explicou que <strong>Abordar a informalidade sob uma nova perspectiva implica levantar novas defini\u00e7\u00f5es e pensar na possibilidade de uma informalidade virtuosa, com benef\u00edcios para a sociedade.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os autores argumentaram que as rela\u00e7\u00f5es trabalhistas incorporam mais agentes e elementos econ\u00f4micos do que normalmente se pensa. As intera\u00e7\u00f5es entre propriet\u00e1rios, ger\u00eancia e trabalhadores incluem elementos que determinam se a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 formal ou informal. No entanto, <strong>Os pesquisadores propuseram novos componentes que se afastam da dicotomia formal\/informal, como respeito, dignidade e confian\u00e7a, entre outros.<\/strong>&nbsp; Esses componentes s\u00e3o fundamentais, mas n\u00e3o fazem parte de um contrato formal. Al\u00e9m disso, eles destacaram que os acordos formais e informais podem coexistir em um \u00fanico relacionamento, separando esses conceitos da legalidade. Adicionar novas bordas aos relacionamentos nos permite apagar a divis\u00e3o dicot\u00f4mica entre formalidade e informalidade e come\u00e7ar a pensar nelas dentro de uma s\u00e9rie de relacionamentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na troca social entre duas pessoas, h\u00e1 diferentes fatores que determinam se a intera\u00e7\u00e3o \u00e9 virtuosa ou prejudicial. Mantilla identificou tr\u00eas <em>compensa\u00e7\u00f5es, <\/em>ou seja, as compensa\u00e7\u00f5es que ocorrem entre custos e benef\u00edcios, que est\u00e3o presentes quando o v\u00ednculo empregat\u00edcio \u00e9 mais formal ou mais informal. A primeira tem a ver com as regras de conformidade. De um lado est\u00e1 o contrato legal e as regras formais. Do outro, a confian\u00e7a. Uma rela\u00e7\u00e3o de trabalho formal \u00e9 regida pelo contrato, enquanto uma rela\u00e7\u00e3o informal se baseia na confian\u00e7a entre as duas partes. Os custos desses extremos s\u00e3o: maior exclus\u00e3o no lado formal e o risco de mecanismos desproporcionais ou ilegais quando a confian\u00e7a falha e o acordo firmado n\u00e3o \u00e9 cumprido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo <em>compensa\u00e7\u00e3o<\/em> tem a ver com a rea\u00e7\u00e3o \u00e0 incerteza. Em uma extremidade do espectro est\u00e3o os mecanismos de seguro social em face de qualquer incerteza para proteger as pessoas que fazem parte do acordo formal. A rigidez, entretanto, pode gerar custos para o relacionamento. No outro extremo, h\u00e1 maior flexibilidade diante da incerteza, mas ao custo de nenhuma prote\u00e7\u00e3o em circunst\u00e2ncias excepcionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo <em>compensa\u00e7\u00e3o<\/em> est\u00e1 relacionado \u00e0 assimetria de como as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o adquiridas para o v\u00ednculo empregat\u00edcio. Por um lado, as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o adquiridas por meio de documentos formais que funcionam como mecanismos de sele\u00e7\u00e3o para escolher com quem o relacionamento ser\u00e1 criado. O custo desse extremo \u00e9 a exclus\u00e3o daqueles que n\u00e3o tiveram acesso a mecanismos formais para confirmar seu valor. O outro extremo tem um mecanismo de comunica\u00e7\u00e3o mais horizontal, por meio de rumores e de uma reputa\u00e7\u00e3o pessoal \u201cvoz a voz\u201d. A desvantagem desse lado do espectro \u00e9 a possibilidade de desinforma\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Identifique esses <em>compensa\u00e7\u00f5es<\/em> levou Cardenas e Mantilla a propor que a informalidade persiste porque, apesar de certos sacrif\u00edcios, ela tamb\u00e9m traz benef\u00edcios para aqueles que participam desses arranjos. Por exemplo, a informalidade pode ser o melhor ber\u00e7o para a inova\u00e7\u00e3o porque n\u00e3o \u00e9 limitada pela rigidez dos arranjos formais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores apresentaram dois desafios metodol\u00f3gicos. Primeiro, como explicar a cria\u00e7\u00e3o ou a destrui\u00e7\u00e3o do valor derivado das rela\u00e7\u00f5es de trabalho informais e formais? Esse valor tem a ver com perdas ou ganhos em efici\u00eancia econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m em justi\u00e7a. Em segundo lugar, como definir e medir a informalidade? Esse elemento traz o desafio de como gerar experimentos com trabalhadores informais se eles preferirem n\u00e3o se tornar vis\u00edveis para o Estado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cardenas e Mantilla propuseram usar as lentes da economia comportamental para abordar a informalidade e explorar quais ferramentas e conhecimentos pr\u00e9vios s\u00e3o aplic\u00e1veis nessa pesquisa. Sua agenda, portanto, consiste em quatro elementos. Primeiro, melhorar a taxonomia com a qual falamos sobre rela\u00e7\u00f5es de trabalho e intera\u00e7\u00f5es entre agentes econ\u00f4micos. Segundo, parar de ver a formalidade e a informalidade de forma dividida. Em terceiro lugar, explorar como, por meio da <em>compensa\u00e7\u00f5es<\/em>, A informalidade pode gerar valor econ\u00f4mico e justi\u00e7a. Por fim, amplie as abordagens da economia pol\u00edtica e pense em elementos como dignidade, poder, abuso e cuidado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A sess\u00e3o foi encerrada com um espa\u00e7o para perguntas e interven\u00e7\u00f5es do p\u00fablico. Os participantes da Uniandes e da COLMEX compartilharam suas pr\u00f3prias perspectivas sobre o que aprenderam com a informalidade e acrescentaram fatores a serem considerados na pesquisa. Entre os coment\u00e1rios, foram mencionados os desafios da cria\u00e7\u00e3o taxon\u00f4mica e o afastamento de conceitos divisivos. A inclus\u00e3o de outros atores no cen\u00e1rio, como o Estado, tamb\u00e9m foi proposta, juntamente com uma avalia\u00e7\u00e3o de seu poder e alcance. Os pesquisadores ficaram gratos pelas interven\u00e7\u00f5es e comentaram sobre a import\u00e2ncia de ter outras perspectivas para enriquecer seu trabalho.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Acesse a grava\u00e7\u00e3o completa do primeiro Semin\u00e1rio Brown Bag aqui:&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Semin\u00e1rio Brown Bag || Informalidades do Sul Global: rumo a uma agenda de pesquisa\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FlpvolTTncw?start=28&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TREES y el Programa de An\u00e1lisis Econ\u00f3mico de M\u00e9xico (PRAEM), de El Colegio de M\u00e9xico, organizaron tres Brown Bag Seminars, durante el segundo semestre del 2023, para compartir agendas y avances de las investigaciones que est\u00e1n financiando. 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