Nos dias 16 e 17 de março, realizamos a segunda edição do Conferência sobre Economia Política do Sul Global (PEGS) na Universidade dos Andes.
Na foto, os participantes da conferência e os membros da Rede de Economias Políticas Emergentes (EPE).
O encontro reuniu acadêmicos e especialistas internacionais em sessões sobre extrativismo, desigualdade, informalidade, fragmentação global e comércio internacional, bem como em discussões sobre novas formas de cooperação diante dos desafios da transição ecológica e do desenvolvimento sustentável.
Essas sessões buscaram responder a uma pergunta fundamental que, como disse Jimena Hurtado, Vice-Reitora de Pesquisa e Criação da Universidad de los Andes e cofundadora do TREES: “Como podemos entender uma economia que não funciona para todos, em países onde a desigualdade não é um número, mas uma realidade diária?.
Jimena Hurtado, Vice-Reitora de Pesquisa e Criação da Universidad de los Andes e cofundadora do TREES, fazendo o discurso de abertura na palestra do PEGS 2026.
A partir dessa perspectiva, a conferência também buscou gerar intercâmbios entre países do sul global que compartilham histórias de violência e a busca de formas de transformá-las, com um potencial que vai além do diálogo acadêmico. Nas palavras de Hurtado, esse tipo de espaço permite a construção de colaborações que conectam o conhecimento com processos históricos, institucionais e sociais concretos.
A palestra principal foi proferida por Julieta Lemaitre, magistrada da Jurisdição Especial para a Paz (JEP), cuja carreira incorpora precisamente esse cruzamento entre a academia e as instituições. Sua intervenção abordou a relação entre cidadania e Estado, as maneiras pelas quais as comunidades constroem soluções em contextos de ausência do Estado e o papel da justiça em cenários pós-conflito, mostrando como as instituições podem tanto reproduzir quanto transformar as desigualdades.
Abaixo está uma publicação ilustrada que resume a palestra principal de Lemaitre, ‘Rebuilding’ (Reconstrução).
Julieta Lemaitre, magistrada da Jurisdição Especial para a Paz (JEP), durante sua palestra principal ‘Reconstrução’ no PEGS 2026.
Assim, o PEGS se vê como um processo mais amplo de diálogo entre países do sul global, que reconhece tanto suas diferenças quanto a existência de desafios estruturais compartilhados, incluindo desigualdades. Ele faz isso articulando o trabalho de centros ou iniciativas como o TREES na Colômbia, o Centro de Imaginação Crítica (Cebrap) no Brasil, o Programa de Economia Aplicada do El Colegio de México, Caminhos para além do neoliberalismo no Universidade Americana no Egito, e o Southern Centre for Inequality Studies na Wits University, na África do Sul, que estão colaborando com o Rede de Economias Políticas Emergentes (EPE).
Como parte desse esforço para articular uma rede de países que compartilham realidades semelhantes, a conferência também reflete o compromisso de ampliar o conhecimento sobre esses contextos. Nas palavras de Hurtado, o objetivo é construir agendas que não sejam “receptoras de estruturas desenvolvidas em outros contextos, mas interlocutoras com suas próprias vozes e perguntas”.
Na mesma linha, vários dos painéis destacaram a necessidade de revisar as estruturas a partir das quais os problemas do sul global são compreendidos. “É importante ter uma perspectiva do sul global para uma economia global. Às vezes, pensamos a partir de uma perspectiva que não condiz com o modo de vida das pessoas nesses países”, disse Pierre Nguimkeu, professor de economia da Universidade da África do Sul. Universidade Estadual da Geórgia e diretor da Iniciativa de Crescimento da África na Brookings Institution.
Um exemplo desse tipo de discussão foi a sessão sobre desigualdade, conduzida por Leopoldo Fergusson, professor da Faculdade de Economia da Universidad de los Andes e cofundador do TREES, com a participação de Rodrigo Uprimny, pesquisador sênior da Dejusticia e professor da Universidad Nacional de Colombia, e Raymundo Campos e Aurora Ramírez Álvarez, professores do El Colegio de México.
Foram discutidas as diferentes dimensões das lacunas estruturais na região e os desafios de abordá-las a partir de enfoques interdisciplinares. Conforme apontado por Uprimny, há uma desconexão entre o campo dos direitos humanos e a análise da desigualdade: embora as estruturas normativas tenham progredido no combate à discriminação entre grupos, “quando se entra no campo da desigualdade social e econômica, o movimento dos direitos humanos é, em certo sentido, silencioso”. Nesse sentido, ele enfatizou a necessidade de conectar os direitos mais diretamente à dinâmica da desigualdade, não apenas como um problema teórico, mas também como um problema prático.
Na foto, da esquerda para a direita: Leopoldo Fergusson, professor da Faculdade de Economia Uniandes e codiretor do TREES; Raymundo Campos e Aurora Ramírez Álvarez, professores do El Colegio de México.; e Rodrigo Uprimny, pesquisador sênior da Dejusticia e professor da Universidade Nacional da Colômbia.
A esse respeito, Fergusson enfatizou que a desigualdade não se limita às diferenças de renda, mas produz formas mais profundas de separação social: “pessoas com diferentes níveis de renda vivem tão distantes umas das outras que acabam sendo culturalmente distintas, como se fossem grupos diferentes”. Nesse sentido, ele enfatizou que um dos principais desafios é pensar sobre essas lacunas não apenas em termos de distribuição, mas também em termos de direitos e do que significa ter uma posição igualitária na sociedade, especialmente em contextos como os da América Latina.
A informalidade no trabalho foi outro dos temas centrais da reunião. Laura Alfers, coordenadora internacional da WIEGO, levantou a discussão de acordo com a ideia de que as estruturas não correspondem às realidades dos países do sul: “60% dos trabalhadores estão em empregos informais, algo que pode aumentar com a mudança tecnológica. Nossas instituições trabalhistas ainda são orientadas por uma ideia importada do norte global, desenvolvida nas décadas de 1940 e 1950 para mercados de trabalho que não existem no sul”.”
Além das sessões acadêmicas, a conferência incluiu um workshop de pesquisa, uma sessão de ensino e espaços estratégicos para a articulação entre centros do sul global que fazem parte do Rede de Economias Políticas Emergentes, Essas reuniões tiveram como objetivo fortalecer as agendas conjuntas de pesquisa, ensino e disseminação. Essas reuniões contribuíram para a consolidação de uma rede sul-sul para promover essas vozes e questões.
Ruth Castel Branco, Wits University, durante o workshop de pesquisa. Paula Jaramillo, codiretora do TREES, durante a sessão de ensino.
Durante todo o evento, foi destacada a persistência de lacunas estruturais que se sobrepõem e se reforçam mutuamente, muitas das quais passam despercebidas porque tendemos a olhar para os mesmos lugares. Nesse contexto, a conferência destacou a necessidade de ampliar a abordagem analítica. Nas palavras de Hurtado: “ampliar o olhar, olhar para onde normalmente não olhamos e aceitar que a ausência no registro [evidências ou dados] não significa ausência na realidade”.
Na América Latina - e especialmente na Colômbia - o mercado de trabalho é caracterizado por altos níveis de informalidade, profundas desigualdades por gênero, origem social, raça e território, e pela exclusão de jovens, migrantes e populações rurais.
De acordo com o Departamento Administrativo Nacional de Estatística (DANE), entre março e maio de 2025, o A taxa de informalidade do trabalho foi de 55,9%, Isso significa que mais da metade dos trabalhadores não paga contribuições de saúde e previdência. No centros rurais e populosos dispersos, Essa proporção é tão alta quanto 83,4%, Essa é uma evidência de uma divisão territorial.
Isso é agravado pelas desigualdades de gênero: as mulheres têm maior probabilidade de serem as mulheres ganham, em média, 5,8% menos do que os homens por hora trabalhada e enfrentam níveis mais altos de desemprego e informalidade.
É nesse contexto que, a partir do TREES, propomos esta edição especial para iniciar uma conversa crítica e diversificada sobre os desafios enfrentados pelo emprego na Colômbia. Em vez de oferecer respostas fechadas, buscamos problematizando o presente do trabalho e seus possíveis futuros.
Na Colômbia, como aponta Óscar Becerra, pesquisador do Centro de Estudos sobre Desenvolvimento Econômico (CEDE) da Faculdade de Economia da Universidad de los Andes, esses problemas estruturais se traduzem em um mercado de trabalho desigual, no qual mais da metade dos trabalhadores não tem acesso à proteção social.
As falhas estruturais do mercado de trabalho colombiano, adverte Becerra, aumentam a pobreza, limitam a produtividade e dificultam a mobilidade social.
Falar sobre o mercado de trabalho implica reconhecer que o trabalho não apenas organiza a economia, mas também define como as pessoas participam da sociedade, constroem sua identidade e projetam seu futuro.
Como o Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2019), O trabalho decente é essencial para o bem-estar das pessoas e o desenvolvimento sustentável das sociedades“. Entretanto, na Colômbia - como em grande parte da América Latina - o trabalho reflete as desigualdades estruturais que permeiam a vida social.
Informalidade e desigualdades de gênero, raça, origem social e território não são fenômenos isolados: eles fazem parte de uma sistema que historicamente tem distribuído oportunidades, renda e direitos trabalhistas de forma desigual, A falta de acesso ao emprego decente e à proteção social é um grande obstáculo ao desenvolvimento do mercado de trabalho, reproduzindo lacunas que limitam o acesso ao emprego decente e à proteção social.
O professor Óscar Becerra explica que o mercado de trabalho colombiano é um espaço onde “empregos são criados, mas destruídos". Além disso, A dinâmica das empresas colombianas é a dinâmica das pequenas empresas. Mais de 90% das empresas na Colômbia têm menos de 10 funcionários.”.
Essa característica explica grande parte da fragilidade do sistema: o tamanho das empresas limita a produtividade, a inovação e a capacidade de oferecer empregos formais com proteção social. Nesse contexto, a reforma trabalhista busca equilibrar os direitos dos trabalhadores com a sustentabilidade dos negócios, um desafio que, de acordo com Becerra, continua em aberto.
“Essa reforma foi muito voltada para a garantia de direitos, ou seja, para que os trabalhadores que já estão empregados em empregos formais tenham certas garantias adicionais, mas não foi muito focada na tentativa de expandir o número de empregos disponíveis para as pessoas que estão procurando empregos melhores”, diz ele.
Para obter mais informações, convidamos você a assistir a este vídeo, no qual o professor e pesquisador Óscar Becerra e o vice-ministro de Emprego e Pensões, Iván Daniel Jaramillo Jassir, analisam a estrutura do mercado de trabalho colombiano, as políticas públicas para torná-lo mais digno e inclusivo e os desafios impostos pelo trabalho do futuro.
Se você quiser se aprofundar, propomos uma jornada por diferentes abordagens e vozes que lhe permitirão entender melhor os desafios do mercado de trabalho na Colômbia.
Um tour pelo conteúdo do especial
Capital social no trabalho
Na América Latina - uma das regiões mais desiguais do mundo, de acordo com a CEPAL (2023) - o acesso a um emprego formal e estável ainda é condicionado por fatores que têm pouco a ver com mérito ou esforço. O local de nascimento, o sobrenome, a educação dos pais ou as redes familiares são tão importantes quanto as qualificações ou habilidades técnicas. Esse conjunto de relacionamentos e vínculos que ampliam as possibilidades de acesso a um emprego melhor é conhecido como capital social e é fundamental para entender a dinâmica do mercado de trabalho.
Esse capital social não apenas influencia quem tem acesso a determinadas oportunidades, mas também como as portas se abrem ou se fecham durante a vida profissional. A socióloga María José Álvarez, professora da Universidad de los Andes, estudou esse fenômeno em profundidade. Sua pesquisa Equilibrar o campo de jogo, apresentado neste filme de pesquisa do TREES, faz uma análise crítica das desigualdades enfrentadas por estudantes universitários de primeira geração ao entrarem no mundo do trabalho.
O estudo mostra que, mesmo com resultados acadêmicos comparáveis, seus ganhos e oportunidades iniciais são menores do que os de seus colegas mais privilegiados.
Em última análise, a ligação entre melhores empregos e capital social mostra que a desigualdade no mercado de trabalho não começa com a falta de treinamento, mas no exato momento em que as portas do emprego se abrem ou se fecham. Reconhecer isso é o primeiro passo para a criação de políticas e práticas de contratação que não reproduzam os privilégios de origem, mas que ampliem o acesso ao talento e à diversidade de que o país precisa para crescer.
Desigualdades de gênero no mercado de trabalho
Na Colômbia, a carga de cuidados que recai sobre as mulheres é responsável por uma grande parte da emprego e a diferença de renda entre homens e mulheres, mas continua sendo uma dimensão invisível da política econômica. O tempo gasto com cuidados - para crianças, idosos ou dependentes - ainda é limita sua participação no mercado de trabalho, sua independência econômica e seu bem-estar.
O infográfico “O cuidado não deve custar oportunidades de emprego”.” exploramos como as Manzanas del Cuidado em Bogotá estão contribuindo para a melhorar a qualidade de vida das mulheres e para abrir novas oportunidades.
Desde 2020, as Maçãs Carinhosas - uma das iniciativas mais inovadoras da América Latina - atenderam mais de 860.000 mulheres e suas famílias gratuitamente, oferecendo serviços educacionais, de saúde e bem-estar enquanto outra pessoa cuida de seus entes queridos.
Seu compromisso é transformador: redistribuição do atendimento para liberar o tempo das mulheres e abrir oportunidades.
Essa abordagem demonstra que, quando o Estado assume parte do ônus do atendimento, é possível que ele seja responsável por uma parte do atendimento, o emprego das mulheres cresce e a equidade se torna mais tangível. Em uma entrevista com El País, Ana Güezmes, representante da CEPAL, disse que investir em sistemas de atendimento poderia aumentar a participação feminina no mercado de trabalho na América Latina em até 12%.
Esse tipo de política demonstra que a promoção da igualdade exige reconhecimento e redistribuição do trabalho de assistência, e garantir condições de trabalho que não aprofundem as desigualdades existentes. Entretanto, nem todas as reformas apontam nessa direção.
No Café com TREES, a professora Natalia Ramírez, da Faculdade de Direito da Universidad de los Andes e membro do Projeto Digna, refletiu sobre como oreforma trabalhista de 2025 (Lei 2466), embora introduza disposições destinadas a melhorar as condições do trabalho doméstico e rural, pode estar tendo efeitos adversos sobre o emprego das mulheres.
“Considere o caso de um empregador que percebe que, ao contratar mulheres, ele terá de oferecer a elas arranjos flexíveis para permitir a compatibilidade das responsabilidades de cuidado. É muito provável que ele recuse a oportunidade de contratar essas mulheres”, diz Ramirez.
As tensões geradas pela reforma mostram que as desigualdades de gênero não são resolvidas apenas por políticas públicas: elas também afetam profundamente a vida de mulheres e homens. os espaços onde o trabalho é vivenciado diariamente. E é nesse nível - o das práticas, culturas organizacionais e decisões comerciais - que grande parte do patrimônio está em jogo.
Em uma entrevista para este artigo especial, conversamos com Mía Perdomo, cofundadora da Aequales, uma empresa latino-americana dedicada a promover a igualdade de gênero e a diversidade nas organizações. Sua reflexão mostra como os imaginários sobre quem se encaixa no local de trabalho continuam a reproduzir estruturas de exclusão que limitam a participação plena de mulheres, pessoas diversas e grupos historicamente marginalizados.
Ele também mostra como iniciativas como a Classificação PAR, liderados pela Aequales, permitiram que o centenas de organizações medem suas lacunas de gênero, revisam seus processos e ajustam suas culturas internas para uma maior corresponsabilidade.
Jovens em um mercado de trabalho incerto
Na Colômbia, para milhares de jovens, O trabalho não é mais sinônimo de estabilidade. Embora o país mostre uma recuperação nos números de emprego, a maioria dos novos empregos permanece informal, com baixa renda e sem proteção social.
Diante desse cenário, muitos jovens optam pelo empreendedorismo em vez de aceitar empregos precários. Entretanto, para muitos deles, o empreendedorismo não é uma escolha completa, mas uma saída forçada para a falta de oportunidades formais.
E o que acontece quando os jovens entram no mercado de trabalho tradicional? Beatriz Blanco, colaboradora da Mutante e líder da conversa “Vamos falar sobre a precariedade dos jovens”.”, Em uma entrevista para esta reportagem especial, ele destacou que o que muitos jovens encontram não é uma oportunidade de crescimento, mas uma experiência de desilusão: estágios não remunerados, empregos fora de sua área profissional ou empregos temporários com condições abusivas.
Por esse motivo, é essencial abordar as tensões que marcam o início da vida profissional: a dificuldade de acesso a um emprego formal, a pressão para gerar renda imediata e a sensação de que a experiência profissional é construída em detrimento da estabilidade. Neste Vox Pop (parte 1), perguntamos aos jovens sobre as escolhas de carreira que tiveram de fazer.
As vozes dos jovens mostram que o mercado de trabalho é um cenário cheio de incertezas. A lacuna entre a educação, as expectativas e a realidade do trabalho revela um sistema que não consegue garantir oportunidades justas e estabilidade.
De que conversas precisamos para transformar o mercado de trabalho colombiano?
Essa jornada não tem a intenção de encerrar a discussão, mas de abrir novas questões sobre como trabalhamos hoje e que tipo de trabalho queremos construir para o futuro. As vozes, os dados e as perspectivas reunidos neste relatório especial mostram que o mercado de trabalho na Colômbia é um terreno cheio de nuances, tensões e oportunidades a serem exploradas. É exatamente por isso que precisamos de mais conversas: para entender melhor o que está acontecendo conosco, para questionar o que consideramos garantido e para imaginar, entre muitos, caminhos mais justos e inclusivos.
Na TREES, queremos continuar promovendo esses diálogos e convidamos você a se juntar a nós nas próximas conversas, pois o trabalho de transformação é - e deve ser - um exercício coletivo.
Fontes consultadas no especial:
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL). (2022). A inclusão trabalhista como chave para o desenvolvimento social inclusivo. CEPAL.
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL). (2023). Panorama Social da América Latina 2023. CEPAL.
Centro de Estudos Distributivos, Trabalhistas e Sociais (CEDLAS) (2022). Desigualdade de renda e mobilidade social na América Latina. Universidade Nacional de La Plata.
Esquivel, V. (2024). Trabalho, gênero e desigualdade: desafios para a equidade na América Latina. Buenos Aires: CLACSO.
Fedesarrollo (2025). Relatório sobre o mercado de trabalho: Emprego informal e proteção social na Colômbia. Fedesarrollo.
Folbre, N. (2012). The Political Economy of Care: Building a More Caring Economy (A economia política do cuidado: construindo uma economia mais cuidadosa). Cambridge Journal of Economics, 36(2), 373-390.
Monitor de Empreendedorismo Global (GEM). (2021). Relatório Global de Empreendedorismo 2021: Colômbia. GEM.
Pesquisa sobre o Espírito Empreendedor dos Estudantes da Universidade Global (GUESSS). (2024). Relatório Colômbia 2024. Projeto GUESSS.
Organização Internacional do Trabalho (OIT). (2019). Trabalho decente e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: um guia para apoiar o diálogo social. OIT.
Organização Internacional do Trabalho (OIT). (2023). Persistent inequalities in Latin American and Caribbean labour markets (Desigualdades persistentes nos mercados de trabalho da América Latina e do Caribe). OIT.
Perdomo, M. (2025). Entrevista para a reportagem especial “Rethinking Work: Inclusion, Inequality and Transformation” (Repensando o trabalho: inclusão, desigualdade e transformação). ÁRVORES.
Ramírez, N. (2025). Café com a Prof. Natalia Ramírez: reflexões sobre a reforma trabalhista de 2025 (Lei 2466). Faculdade de Direito, Universidad de los Andes.
Sen, A. (1999). Desenvolvimento como liberdade. Oxford University Press.
Standing, G. (2011). The Precariat: The New Dangerous Class (O Precariado: A Nova Classe Perigosa). Bloomsbury Academic.
Álvarez, M. J. (2025). Equilibrando o campo de jogo: desigualdade e a primeira geração universitária. Universidad de los Andes / TREES.
Blanco, B. (2025). Vamos falar sobre a precariedade dos jovens. Mutante
Perdomo, M. (2024). Classificação PAR e igualdade de gênero em empresas latino-americanas. Iguais.
Alcaldía Mayor de Bogotá (2024). Apples of Care: Relatório de resultados 2020-2024. Secretaria Distrital da Mulher.
González, C. (2025). Da sala de aula: professores ensinando trabalho e desigualdade. Universidade dos Andes.
Bencomo, Tania Z. (2008). “O trabalho visto de uma perspectiva social e jurídica”.”. Revista Latinoamericana de Derecho Social, n.º 7 (julho-dezembro), pp. 27-57. Universidade Nacional Autônoma do México.
Becerra, Óscar; Bojanini, Gabriela; Eslava, Marcela; Fernández, Manuel. (2023). “A reforma trabalhista e as necessidades do mercado de trabalho colombiano”.”Nota Macroeconômica nº 51, Faculdade de Economia, Universidad de los Andes.
¿A quiénes nos referimos?¿Qué modelos ponemos en cuestión?¿Y qué otras formas de relacionarnos con el medio ambiente podemos imaginar como sociedad?
Estas preguntas resultan fundamentales para abrir conversaciones sobre sostenibilidad, desigualdad y transformación. En América Latina los conflictos ambientales se entrelazan con historias de exclusión, despojo y violencia. Por eso, hablar de justicia ambiental requiere ir más allá de la conservación o la eficiencia. Supone, sobre todo, examinar las estructuras de poder que determinan quiénes deciden, quiénes se benefician y quiénes asumen los costos del deterioro ambiental.
Más que ofrecer respuestas cerradas, este especial abre un espacio de exploración sobre las múltiples formas en que la economía, la política y la vida cotidiana se entrelazan en los territorios de las comunidades que históricamente han cuidado la naturaleza.
Para guiar este recorrido, organizamos los contenidos en siete pilares temáticos, concebidos como distintos lentes para aproximarnos a los desafíos de la crisis socioambiental en Colombia, que no impacta a todos por igual. Mientras algunas poblaciones cargan con las consecuencias más severas de la degradación ecológica, otras se benefician de los mismos modelos extractivos que la producen.
Surgen entonces preguntas clave: ¿qué estructuras históricas y políticas de exclusión sostienen estas desigualdades ambientales? ¿Cómo pensar una justicia que no solo denuncie las asimetrías, sino que reponga, reconozca y priorice a las comunidades afectadas, al mismo tiempo que coloca el cuidado de la naturaleza en el centro?
A través de voces provenientes de la investigación, el periodismo, los movimientos sociales y las instituciones públicas y privadas, proponemos una conversación plural y crítica, que reconozca las tensiones, contradicciones y también las posibilidades de transformación en este momento histórico.
1. ¿Qué entendemos cuando hablamos de justicia ambiental?
La justicia ambiental no nació como una prolongación de la agenda verde tradicional. Mientras esta última suele centrarse en la conservación de la naturaleza, la protección de ecosistemas o el desarrollo sostenible desde una mirada institucional, la justicia ambiental emerge como una respuesta social y política frente a la distribución profundamente desigual de los daños ambientales. Mientras algunas poblaciones soportan la mayor carga de los daños ecológicos, otras se benefician de los modelos extractivos que los generan.
Esa desigualdad no es fortuita: históricamente, las comunidades empobrecidas y racializadas han estado más expuestas a la contaminación del aire, del agua y del suelo, a los residuos tóxicos y a proyectos extractivos o industriales de alto riesgo. En muchos lugares del mundo, vivir junto a un vertedero, una refinería o una carretera de alto tráfico no es cuestión de azar, sino el resultado de estructuras políticas, económicas y territoriales que benefician a unos sectores mientras trasladan a otros los costos del deterioro ambiental, con efectos directos sobre la salud física, mental y, en general, sobre la posibilidad de llevar una vida digna.
Esta conciencia sobre la distribución desigual de los daños ambientales empezó a visibilizarse en Estados Unidos durante las décadas de 1970 y 1980. Fue entonces cuando comunidades locales —particularmente afrodescendientes— se organizaron para denunciar cómo eran sistemáticamente las más afectadas por la contaminación industrial, los vertederos tóxicos y otras formas de degradación ambiental.
El concepto de justicia ambiental surgió de las luchas impulsadas por comunidades afrodescendientes en Estados Unios. Se trata de una noción de va más allá de la protección y conservación del medio ambiente: exige tambien equidad, reparación histórica y la participación activa de las comunidades de las decisiones que afectan sus territorios.
El concepto de justicia ambiental surgió de las luchas impulsadas por comunidades afrodescendientes en Estados Unidos. Se trata de una noción que va más allá de la protección y conservación del medio ambiente: exige también equidad, reparación histórica y la participación activa de las comunidades en las decisiones que afectan sus territorios.
Un ejemplo emblemático de injusticia ambienta es el caso de Louisiana Energy Services (LES), que en 1989 obtuvo permiso para construir plantas de enriquecimiento de uranio en zonas con alta pobreza y con mayoría de población afroamericana. Este caso, como explica Iván López en un artículo publicado en Eunomía. Revista en Cultura de la Legalidad, fue clave para el desarrollo conceptual de la justicia ambiental, al evidenciar cómo las decisiones sobre riesgo ambiental suelen recaer desproporcionadamente sobre comunidades racializadas y empobrecidas.
Desde entonces, el concepto trascendió sus orígenes locales y fue incorporado por movimientos ecologistas, organizaciones multilaterales y comunidades afectadas en diversas regiones del mundo, especialmente en el sur global. Para comienzos del siglo XXI, la justicia ambiental ya no se limitaba a denunciar el racismo ambiental en Estados Unidos: se había consolidado como una herramienta crítica para analizar cómo las relaciones entre poder, territorio, desigualdad y medio ambiente generan impactos desiguales sobre distintos grupos sociales.
En la actualidad, este lente se aplica en contextos tan diversos como:
O Amazonas brasileño, donde pueblos indígenas como el Mundurukú resisten la minería ilegal y a las represas hidroeléctricas que amenazan sus territorios.
O periferias urbanas de América Latina, como Villa Inflamable en Buenos Aires oIztapalapa en Ciudad de México, donde comunidades viven expuestas a contaminación del aire, del agua y del suelo.
O Sudeste Asiático, donde megaproyectos como la represa Xayaburi en Laos o las plantaciones de palma aceitera en Indonesia han implicado despojo de tierras, deforestación y pérdida de biodiversidad.
2. Formas en que se expresa la injusticia ambiental
Las desigualdades ambientales no se limitan al ámbito local: también se manifiestan a escala global. El sur global —entendido como aquellas regiones históricamente marginadas del poder económico y político, como América Latina, África y gran parte de Asia— soporta los impactos más severos del deterioro ambiental, pese a haber contribuido mucho menos a sus causas.
De acuerdo con el World Air Quality Report de IQAir, nueve de los diez países con peor calidad del aire se encuentran en el sur global, mientras que los principales emisores históricos —como Estados Unidos, Alemania o Reino Unido— no aparecen en esa lista. Esta disparidad revela un patrón estructural de distribución desigual de cargas y responsabilidades ambientales.
Los países más desarrollados han externalizado parte de los costos ambientales de su crecimiento hacia otras geografías.
De acuerdo con este reporte, 9 de los 10 países con peor calidad del aire están en el sur global:
🇹🇩 Chad.
🇧🇩 Bangladés.
🇵🇰 Pakistán.
🇨🇩 República Democrática del Congo.
🇮🇳 India.
🇹🇯 Tayikistán (el único país de la lista del norte global).
🇳🇵 Nepal.
🇺🇬 Uganda.
🇷🇼 Ruanda.
🇧🇮 Burundi.
Sobre esta mis desigualdad, el informe “Places and Spaces. Environments and Children’s Well-being” de UNICEF advierte que muchas naciones del norte global garantizan condiciones óptimas para sus futuras generaciones a costa de intersificar la degradación ambiental en otras regiones del mundo.
Esto se observa, por ejemplo, en la forma en que muchos países del norte global han reducido sus impactos ambientales locales trasladando actividades contaminantes, residuos o demandas extractivas hacia otras regiones. Aunque internamente logran garantizar mejores condiciones de vida —como aire más limpio, acceso a zonas verdes o regulaciones estrictas—, su huella ecológica se proyecta sobre el sur global, donde se concentran las cargas asociadas a la extracción de recursos, la producción industrial o la disposición final de desechos.
Algunos ejemplos ilustran estas dinámicas:
En Centroamérica, comunidades indígenas y campesinas enfrentan sequías y tormentas cada vez más extremas como consecuencia del cambio climático.
En Colombia, el pueblo U’wa —que habita territorios de páramo en el nororiente del país— ha resistido durante décadas la expansión petrolera. Para esta comunidad, la tierra es sagrada y el petróleo constituye “la sangre de la Tierra”, por lo que su defensa articula dimensiones espirituales, ambientales y políticas.
En África, el auge de los agrocombustibles ha incrementado el precio de los alimentos, con graves repercusiones sobre la seguridad alimentaria local.
En Asia, la producción masiva de aceite de palma en Indonesia ha provocado deforestación y una significativa pérdida de biodiversidad.
Incluso, algunas estrategias impulsadas por organismos internacionales, que en principio buscan mitigar el cambio climático, han generado tensiones importantes. Un ejemplo es REDD+ (Reducción de Emisiones por Deforestación y Degradación de los Bosques), un mecanismo que promueve la conservación de los bosques tropicales como forma de capturar carbono, permitiendo que países o empresas compensen sus emisiones a través de proyectos forestales en el sur global.
Sin embargo, aunque organismos internacionales como la ONU, el Banco Mundial y gobiernos donantes del Norte Global han promovido REDD+ como una solución climática, en múltiples contextos este mecanismo ha sido cuestionado por comunidades indígenas y afrodescendientes en países como Colombia, Brasil y Perú, quienes denuncian que se ha implementado sin consulta previa ni participación plena. Estas comunidades han señalado que el mecanismo puede reforzar desigualdades en el acceso, control y distribución de los beneficios derivados de los bosques. En algunos casos —como reportan organizaciones indígenas amazónicas agrupadas en la COICA—, los proyectos han provocado desplazamientos o han restringido formas tradicionales de vida, en nombre de una conservación impuesta desde afuera.
En TREES hicimos este video en el que participan Juan Camilo Cardenas, docente e investigador de la Facultad de Economía de la Universidad de los Andes, y Julia Miranda, representante a la Cámara y exdirectora de Parques Nacionales de Colombia. En la conversación, analizan el mercado de bonos de carbono y los alcances y limitaciones actuales de los mecanismos REDD+ en Colombia. Lo puedes ver aquí:
La crisis socioambiental en Colombia no impacta a todos por igual. Mientras algunas poblaciones soportan la mayor carga de los daños ecológicos, otras se benefician de los modelos extractivos que los generan. ¿Cómo se explica esta paradoja? ¿Qué estructuras de exclusión siguen reproduciendo la desigualdad ambiental en el país? Y, sobre todo, ¿qué implicaría avanzar hacia una justicia ambiental que repare, reconozca y priorice a las comunidades afectadas, mientras pone en el centro el cuidado de la naturaleza?
Frente a estos desafíos, emergen diversas estrategias, debates y apuestas orientadas a reconfigurar la relación entre sociedad y naturaleza desde perspectivas más justas y sostenibles. En este especial nos proponemos mapear algunas de esas preguntas clave:
¿De qué manera es posible impulsar una transición ecológica que no reproduzca ni amplifique las desigualdades sociales existentes?
¿Qué modelos de desarrollo, de gobernanza y de producción de conocimiento se encuentran actualmente en disputa en este proceso?
¿Cuál es el papel de los diferentes actores sociales, políticos y económicos en la configuración de un futuro más justo?
Para abordar estas tensiones, organizamos el contenido en siete pilares temáticos, cada uno de los cuales ofrece una entrada particular para pensar los vínculos entre justicia ambiental, conocimiento y acción colectiva.
3. Siete pilares para pensar la justicia ambiental
Pilar 1: Las desigualdades en el día a día: el caso del huracán Iota
Con el propósito de mostrar cómo las comunidades experimentan de manera desigual los impactos del cambio climático, en este especial analizamos el caso del huracán Iota en Providencia. En noviembre de 2020, este fenómeno —el primero de categoría 5 en golpear el archipiélago— dejó una huella profunda en la vida de la comunidad raizal. Este evento fue más que una tragedia natural: significó una ruptura en la infraestructura, la economía y la cultura local. Para comprender mejor estas consecuencias desde la perspectiva comunitaria, conversamos con June Marie Mow, directora de la Fundación Providence, quien compartió cómo la isla ha enfrentado este proceso de reconstrucción y resistencia.
Las consecuencias fueron devastadoras: viviendas destruidas, vegetación arrasada y una comunidad enfrentando pérdidas materiales, afectaciones emocionales y transformaciones dolorosas en sus formas de vida. El proceso posterior de reconstrucción también reveló profundas desigualdades: muchas decisiones se tomaron sin participación local, se levantaron casas en zonas de riesgo y se perdieron prácticas culturales clave, como la recolección de agua en cisternas. Para quienes habitan la isla, el impacto del huracán persiste en las formas en que hoy se habita, se decide y se reconstruye el territorio.
Para narrar esta historia, diseñamos una infografía ilustrada. Conócela aquí:
El caso de Providencia ilustra con claridad la injusticia climática: territorios históricamente excluidos, con bajos niveles de inversión pública y capacidades institucionales limitadas, enfrentan de manera desproporcionada los efectos del cambio climático. No fue únicamente la fuerza del huracán Iota lo que devastó la isla, sino también las condiciones estructurales preexistentes que dificultaron la preparación, la respuesta y la recuperación.
Según el análisis Múltiples Colombias del BID, en la “Colombia Vulnerable”, a la que pertenece regiones como San Andrés y Providencia, más del 58 % de la población presenta al menos una necesidad básica insatisfecha, y solo el 36,8 % accede a agua de calidad. En contraste, departamentos como Bogotá, Antioquia o Valle del Cauca —integrantes de la “Colombia Consolidada”— registran un acceso al agua de calidad del 93,7 %, junto con niveles mucho más bajos de pobreza multidimensional.
Este contraste permite analizar cómo las condiciones estructurales determinan la manera en que se vive una emergencia. Una comparación con territorios más robustos en infraestructura, servicios básicos y capacidad institucional podría mostrar diferencias notables en la rapidez de la respuesta, en el acceso a ayudas humanitarias y en la posibilidad de reconstrucción.
Aun así, la comunidad no parte únicamente de sus carencias, sino también de sus capacidades. En Providencia, organizaciones como la Fundación Providence han trabajado para fortalecer la apropiación local de la gestión del riesgo y promover la participación activa en los procesos de reconstrucción.
En contextos en los que el Estado plantea soluciones externas —muchas veces sin consulta previa y sin conexión con la realidad cultural y ambiental—, la resiliencia no es algo que se imponga desde afuera: se fortalece en el territorio, a partir de la memoria y la organización colectiva.
Pilar 2: Investigaciones desde el sur global sobre justicia ambiental
Para TREES, resulta fundamental divulgar conocimiento riguroso que amplía la mirada sobre las desigualdades desde el sur global. El reto no es solo estudiar los problemas, sino hacerlo a partir de marcos, preguntas y metodologías innovadoras que respondan a contextos concretos, involucren a las comunidades afectadas y dialoguen con los debates globales.
En esta línea, la economista María Alejandra Vélez, profesora titular de la Facultad de Economía de la Universidad de los Andes, ha investigado las tensiones que surgen cuando los mercados de carbono y los proyectos REDD+ se implementan en territorios con baja capacidad estatal y escasa participación comunitaria. En sus estudios sobre REDD+, Vélez Lesmes y colegas han señalado que emergen tensiones entre quienes promueven estos proyectos y las comunidades vinculadas. Estas tensiones, en muchos casos, derivan en cuestionamientos profundos por parte de líderes locales sobre la gobernanza de sus territorios. Aunque no documentados en entrevistas formales, reflejan la preocupación que suelen expresar estas comunidades cuando la información y la participación quedan relegadas.
Por otro lado, un estudio reciente, liderado por Carolina Castro, destaca que los proyectos REDD+ implementados en el Pacífico colombiano tuvieron efectos importantes en la reducción de la deforestación y de los cultivos ilícitos en comunidades afro, en comparación con aquellas que no participaron en estos programas.
En este Research Film, producido en el marco de este especial, la profesora Vélez explica en detalle los mecanismos REDD+, así como sus alcances y limitaciones actuales. Conócelo aquí:
Desde otra perspectiva, el economista Juan Camilo Cárdenas, profesor de la Facultad de Economía de la Universidad de los Andes, ha dedicado más de dos décadas al diseño de metodologías experimentales para comprender y abordar conflictos socioambientales complejos. En casos como el del páramo de Santurbán, su trabajo ha consistido en recrear —mediante juegos y simulaciones— los dilemas que enfrentan campesinos, mineros, funcionarios y habitantes urbanos en torno al uso del agua y los impactos de la minería. El objetivo no es ofrecer una fórmula técnica para resolver el conflicto, sino propiciar espacios de confianza, empatía y acción colectiva.
Estas investigaciones abren preguntas sobre quién define el problema, qué voces son escuchadas y cuáles son las consecuencias de intervenir sin comprender las realidades locales.
En un momento en que abundan las soluciones técnicas y los compromisos globales en torno a un mundo más sostenible, este pilar subraya la necesidad de producir conocimiento que dialogue con los territorios y con quienes experimentan directamente las consecuencias de la crisis socioambiental, al tiempo que resulta pertinente para el debate global.
Pilar 3: Desde las aulas: profes enseñando justicia ambiental
¿Cómo enseñar sobre justicia ambiental en aulas dominadas por números, gráficas y curvas de oferta y demanda? El recurso pedagógico, Mudanças climáticas na sala de aula: uma exploração experimental do mercado competitivo, diseñado por Juan Camilo Cárdenas, Karen Castro y Sergio Díaz propone un camino: transformar la clase en un mercado de automóviles vivo, con vendedores, compradores y contratos que, tras varias rondas, revelan no solo quién gana y quién pierde, sino también quién asume los costos ocultos.
La simulación inicia como un mercado competitivo convencional: estudiantes que negocian precios y maximizan utilidades. Sin embargo, la verdadera lección aparece cuando irrumpe el costo ambiental: cada transacción implica un descuento colectivo que todos deben pagar, hayan participado o no.
El entusiasmo inicial se convierte entonces en debate: ¿es justo que todos asuman el mismo costo? ¿qué significa negociar en un mundo atravesado por externalidades como el cambio climático?
Este giro pedagógico convierte la teoría en experiencia. El aula deja de ser un espacio abstracto y se transforma en un laboratorio de justicia ambiental, donde se pone a prueba la tensión entre eficiencia y equidad, entre interés individual y responsabilidad colectiva. Al reflexionar sobre lo vivido, los y las estudiantes descubren que las decisiones económicas nunca son neutras: siempre redistribuyen beneficios y costos, y lo hacen, casi siempre, de manera desigual.
Al hacer visibles los costos ocultos y su distribución desigual, este tipo de experiencias abren conversaciones sobre la necesidad de replantear los supuestos que guían la economía contemporánea. De este modo, contribuye a imaginar modelos menos indiferentes a los daños que generan y más atentos a la equidad en la asignación de responsabilidades, señalando que la transformación hacia economías más justas y sostenibles no es solo deseable, sino necesaria.
Pilar 4: El rol de las empresas en la justicia ambiental
El sector empresarial es uno de los actores que más incide en la configuración de los territorios. Su influencia no se limita a la capacidad económica, sino que se manifiesta también en las consecuencias que generan sus decisiones sobre el uso del suelo, el acceso a los recursos naturales y la transformación de las dinámicas territoriales —es decir, de las relaciones sociales, culturales, ecológicas y económicas que sostienen la vida en un lugar—. Esta incidencia se hace particularmente evidente en zonas rurales, áreas de frontera extractiva o regiones con alta biodiversidad, donde las operaciones empresariales pueden redefinir de manera profunda los modos de habitar, producir y decidir.
Por ello, el papel del sector privado en la justicia ambiental no se restringe únicamente a mitigar daños. Implica transformar sus formas de operar y asumir de manera explícita la responsabilidad por los efectos sociales y ecológicos de sus actividades. Como lo señala Laura Barajas, investigadora de la Fundación Ideas para la Paz, en el informe El potencial de las empresas para transformar territorios (2023): “las empresas no solo deben intervenir para reducir impactos, sino participar activamente en la construcción de bienestar colectivo en los lugares donde operan”.
Esto implica que las empresas reconozcan que la sostenibilidad no es únicamente un asunto técnico ni una estrategia de reputación, sino una dimensión ética fundamental del desarrollo empresarial.
En América Latina, la discusión sobre sostenibilidad empresarial ha evolucionado hacia una visión que reconoce la responsabilidad social, ética y ambiental como parte inseparable de la gestión organizacional. Como señala Miguel Muriel, profesor en la Universidad Internacional SEK, en la Facultad de Ciencias Sociales y Jurídicas, en un análisis regional sobre sostenibilidad, “la empresa sustentable es absolutamente compatible con el desarrollo social y el económico”, y demanda una transformación de los modelos tradicionales de producción hacia procesos “alineados con el bienestar de la sociedad” y la “preservación del medio ambiente”.
Este enfoque —cada vez más adoptado por compañías conscientes del contexto medioambiental actual— propone que eficiencia y justicia ambiental no son mundos separados, sino prácticas que deben integrarse desde la planificación empresarial misma.
Una de las empresas que ha buscado avanzar en esta dirección es Grupo Argos, un conglomerado o empresa holding enfocado en el sector de infraestructura, con inversiones en sectores clave como la energía (Celsia), el cemento (Cementos Argos), las concesiones viales y aeroportuarias (Odinsa) y el desarrollo urbano. Su actividad tiene impactos directos sobre el suelo, el agua y la biodiversidad, pero también sobre las comunidades donde opera. En los últimos años, ha comenzado a implementar estrategias de sostenibilidad enfocadas en la reducción de emisiones, la economía circular y el diálogo territorial.
Para este especial, conversamos con Ana María Uribe, gerente de sostenibilidad del Grupo Argos, para conocer cómo una empresa con alto impacto territorial en Colombia está repensando sus estrategias desde una perspectiva de sostenibilidad ambiental y responsabilidad social. Aquí puedes conocer más:
Los avances en sostenibilidad empresarial coexisten con modelos de negocio que generan impactos sociales y ambientales significativos, en particular en territorios históricamente marginados. Este panorama plantea interrogantes que invitan a un análisis más profundo:
¿En qué condiciones puede afirmarse que una estrategia empresarial es sostenible cuando implica la intensificación del uso de bienes comunes como el agua o la tierra?
¿Qué criterios serían pertinentes para evaluar el compromiso ambiental de una organización más allá del cumplimiento normativo o de la publicación de reportes voluntarios?
¿Qué transformaciones institucionales, económicas y organizacionales serían necesarias para que la sostenibilidad se traduzca en prácticas consistentes con los principios de justicia ambiental?
Pilar 5: Abrir la conversación: el rol del periodismo
¿Qué papel tiene en la construcción de justicia ambiental?
Esa fue la pregunta que guio nuestra conversación con Andrés Bermúdez, que ha demostrado cómo el periodismo ambiental no es solo una herramienta de información o divulgación, sino un ejercicio de monitoreo democrático: una práctica que observa, cuestiona y hace seguimiento al poder —institucional, empresarial y político— para exigir transparencia, rendición de cuentas y protección de los derechos colectivos, especialmente en contextos de alta conflictividad socioambiental.
A lo largo de su trayectoria, Bermúdez ha documentado tensiones profundas entre megaproyectos presentados como sostenibles y los derechos de las comunidades que enfrentan sus impactos.
Un caso emblemático es el proyecto de bonos de carbono en Cumbal, Nariño, investigado por Rutas del Conflicto. Allí encontró que una de las comunidades indígenas involucradas —pese a habitar el territorio y realizar labores de conservación— desconocía la existencia del proyecto, las transacciones de bonos ya realizadas e, incluso, los beneficios económicos que debería haber recibido. La investigación evidenció fallas graves en las salvaguardas sociales, conflictos de interés entre empresas ejecutoras y auditoras, así como una débil supervisión estatal.
Como advierte Bermúdez, si no se regula con rigor ni se garantiza la participación informada de los pueblos, el mercado de carbono puede reproducir esquemas de despojo bajo el lenguaje de la sostenibilidad.
Conoce más sobre nuestra conversación con Andrés Bermúdez aquí:
Reportajes como los de Bermúdez ilustran cómo el periodismo puede ejercer presión legítima sobre actores económicos y políticos que toman decisiones en nombre del medio ambiente.
Desde esta perspectiva, el periodismo de investigación ambiental no es un narrador externo, sino un actor que incide en las decisiones que moldean territorios y modelos de desarrollo. Al visibilizar impactos, inconsistencias y conflictos, contribuye a que las políticas públicas y las estrategias empresariales se enfrenten a una ciudadanía mejor informada, más crítica y con mayor capacidad de exigir rendición de cuentas.
Esta tarea cobra especial relevancia en América Latina, donde los conflictos ambientales se entrelazan con desigualdades históricas. En este contexto, el periodismo ambiental no solo informa: abre grietas en los consensos dominantes, cuestiona el uso estratégico del lenguaje verde y amplía el debate público sobre el sentido de una transición justa.
Pilar 6: Aprender con otros: justicia ambiental desde las aulas
Aunque con frecuencia se asocia la justicia ambiental a debates técnicos o a movilizaciones sociales, también se construye en los espacios de formación. Cada vez más estudiantes universitarios participan activamente en esta conversación, no solo desde el aula, sino mediante el trabajo de campo, el análisis crítico y la producción colaborativa de conocimiento junto a comunidades en sus territorios.
Un ejemplo de ello es el ejercicio que hicieron estudiantes de Haciendo Economía 2, una clase de la Facultad de Economía de la Universidad de los Andes, en alianza con Polen Transiciones Justas, un centro de pensamiento colombiano especializado en transiciones energéticas justas, inclusivas y viables. Allí, los estudiantes evaluaron y visibilizaron el impacto de uno de los proyectos de Polen Transiciones Justas en La Guajira.
Su participación trascendió la dimensión académica para convertirse en un aporte a la transformación de las narrativas sobre el desarrollo y el cambio climático. Uno de los resultados más valiosos fue la decisión de centrar el análisis en historias de vida, una estrategia que permitió narrar los impactos del proyecto desde la perspectiva de quienes los experimentan cotidianamente.
Descubre cómo se vivió esta iniciativa aquí:
La participación de estudiantes en procesos de investigación e intercambio con comunidades no solo enriquece su formación académica, sino que transforma las formas en que entendemos el conocimiento y su relación con los territorios. En un contexto como el latinoamericano, el trabajo con comunidades permite cuestionar las jerarquías tradicionales del saber y reconocer que las soluciones no provienen únicamente de laboratorios, bases de datos o modelos teóricos.
El diálogo con actores locales y el trabajo de campo se convierten, así, en herramientas centrales para construir un pensamiento crítico, enraizado en la realidad y atento a las tensiones que atraviesan los territorios.
Este tipo de prácticas formativas también invitan a repensar el papel de la universidad. Más que un espacio de transmisión de conocimiento técnico, puede ser un puente entre saberes diversos: los de las ciencias, pero también los de las comunidades, los territorios y los cuerpos.
Apostar por una universidad que escucha, que colabora y que se implica éticamente en los procesos que investiga es una manera de ampliar los marcos de la justicia ambiental. No se trata solo de incluir casos locales en los cursos, sino de generar canales reales de interlocución, en los que las preguntas no se formulen desde arriba, sino que emerjan del encuentro entre distintas formas de comprender el mundo y de habitar el medio ambiente.
Pilar 7: Pensar políticas públicas desde la justicia ambiental
Hablar de justicia ambiental en el ámbito de las políticas públicas implica transformar la manera en la que concebimos el desarrollo, el bienestar y la gestión del territorio. No basta con incorporar criterios ambientales en los planes de gobierno: es importante reconocer que las desigualdades sociales, económicas y ecológicas están profundamente entrelazadas, y que no es posible avanzar hacia la justicia ambiental sin enfrentar esas desigualdades desde el diseño mismo de las políticas.
Con esta idea, desde TREES nos aliamos con Reimaginando, un colectivo que promueve espacios de diálogo, colaboración y acción entre académicos, artistas, activistas, empresas, gobiernos y ciudadanía, para divulgar una recomendación de política pública con enfoque de justicia ambiental. Esta propuesta surge de los Diálogos Territoriales sobre Desigualdad, encuentros en los que la dimensión ambiental apareció no como un tema aislado, sino como parte integral de las condiciones sociales, económicas y políticas que configuran los territorios.
A partir de este cuestionamiento, la recomendación sostiene que repensar la manera en que se produce, distribuye y accede a los alimentos puede ser una vía para enfrentar la exclusión en el campo colombiano y avanzar hacia una transición ecológica justa que reconozca los saberes locales, la autonomía territorial y la interdependencia entre justicia social y ambiental.
La recomendación plantea políticas orientadas a fortalecer redes de producción, transformación y consumo con enfoque territorial, en las que campesinos, pueblos indígenas y comunidades afrodescendientes sean protagonistas. No se trata únicamente de producir alimentos, sino de garantizar autonomía, empleo rural digno y salud territorial.
Algunas de estas apuestas ya están en marcha en diferentes regiones del país. En este video, se presentan iniciativas como el Plan Agroecológico de Nariño o el proyecto CIPAVE en el Valle del Cauca, que ejemplifican cómo es posible construir alternativas desde los territorios, articulando sostenibilidad, justicia social y saberes locales.
Este tipo de apuestas muestran que hacer justicia ambiental desde las políticas públicas no significa limitarse a gestionar riesgos o responder a emergencias climáticas cuando ya es demasiado tarde. Implica concebir al Estado no solo como un aparato que interviene desde el centro, sino como un actor que escucha, acompaña y co-construye con quienes habitan los territorios. Supone establecer relaciones más horizontales entre instituciones y comunidades, y reconocer que la sostenibilidad no se impone desde arriba: se teje con tiempo, confianza y reciprocidad.
En contextos atravesados por desigualdades históricas, hacer justicia ambiental es también hacer democracia. Una democracia que no se reduce al acto de votar, sino que se ejerce cotidianamente, cuando las comunidades pueden decidir sobre el uso de sus tierras, sobre el acceso al agua, sobre cómo y con quién producir sus alimentos.
Una democracia que amplía las voces que cuentan y redistribuye el poder para que las decisiones que afectan a los territorios no se tomen lejos ni sin consulta, sino con la participación efectiva de quienes sostienen la vida en ellos.
4. Conclusión: tejer lo social y lo ambiental
Este especial abrió una conversación sobre los múltiples caminos desde los cuales puede pensarse la justicia ambiental. Este recorrido propone entender la justicia ambiental no como un asunto aislado, sino como una invitación a transformar nuestras formas de habitar, decidir y convivir con los territorios, desde el reconocimiento de las desigualdades históricas y la escucha activa de quienes las enfrentan cada día.
Lo que emerge aquí no es una fórmula cerrada, sino un mosaico de prácticas y aprendizajes que cuestionan las jerarquías tradicionales del saber y del poder en torno a lo ambiental.
Para fortalecer la conversación, tuvimos un foro en el que Julia Miranda, representante a la Cámara; Argenis García Valencia, sociólogo y líder afrocolombiano; Juana Hoffman, directora Técnica de Amazon Conservation Team Colombia; y Juan Camilo Cárdenas, cofundador de TREES, dialogaron en torno a las tensiones y los mecanismos que promueven o limitan la justicia ambiental. Puedes ver la transmisión en vivo aquí:
A lo largo del especial, ilustramos las conexiones entre justicia ambiental, justicia social, justicia epistémica y justicia climática. Conexiones que parten de reconocer que conservar no basta si no se redistribuyen beneficios y costos; que proteger ecosistemas implica también proteger a quienes los habitan y los cuidan; y que no puede hablarse de sostenibilidad mientras se mantenga la exclusión de voces y experiencias históricamente silenciadas. Más que ofrecer respuestas únicas, esta conversación invita a pensar colectivamente cómo construir transiciones que no solo reduzcan impactos ambientales, sino que amplíen derechos, reconozcan saberes diversos y transformen la manera en que nos relacionamos con los territorios.
Así lo expresóJuana Hoffman, abogada y directora técnina de Amazon Consevation Team Colombia, en nuestra conversación:
En este sentido, la justicia ambiental requiere transformaciones estructurales en las políticas y en la distribución del poder, pero también una ética cotidiana que entienda el futuro no como un destino fijo, sino como un espacio en constante construcción y debate.
En este sentido, la justicia ambiental requiere transformaciones estructurales en las políticas y en la distribución del poder, pero también una ética cotidiana que entienda el futuro no como un destino fijo, sino como un espacio en constante construcción y debate.
La justicia ambiental no es un punto de llegada ni una agenda cerrada: es una conversación abierta, que se alimenta del intercambio entre actores, disciplinas y territorios. Muchas de las experiencias reunidas aquí muestran que ese proceso ya está en marcha. Lo que queda es seguir escuchando, aprendiendo y actuando con responsabilidad colectiva.
Cárdenas, J. C., Castro, K., & Díaz, S. (s.f.). Mudanças climáticas na sala de aula: uma exploração experimental do mercado competitivo. Universidad de los Andes, Facultad de Economía, CEDE.
Giles Álvarez, L., Hernández Florez, M., Larrahondo, C., Muñoz-Mora, J. C., Angulo, G. D., & Quintero, L. M. (2024, junio). Desigualdades territoriales en Colombia: realidades y perspectivas. Monografía del BID, 1217. Banco Interamericano de Desarrollo. https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/igo/
López, I. (2014). Justiça ambiental. Eunomía. Revista en Cultura de la Legalidad, (6), 261–268. Universidad Carlos III de Madrid.
Londoño Mesa, A., Martínez, T., & Vélez, M. A. (2024, julio). Iniciativas REDD+ en Colombia: Balance y recomendaciones. Serie Documentos CEDE, No. 26. Universidad de los Andes, Facultad de Economía.
Muriel Páez, M. H. (2018). Importancia de la gestión sostenible en las empresas del siglo XXI. Revista mktDescubre – ESPOCH FADE, (12), 94–103. Universidad Internacional SEK.
O o classismo é o elefante branco em nossas interações com outras pessoas. Essa forma de discriminação geralmente está oculta nas estruturas sociais e se manifesta na vida cotidiana. Reconhecer e revelar o classismo em nosso ambiente nos permite questionar nossas próprias atitudes e preconceitos, e entender como isso afeta as pessoas de várias maneiras.
Você quer pesquisar o classismo para entender seu escopo e trabalhar em prol de uma sociedade mais justa?
Usando diferentes metodologias de pesquisa participativa, A fim de desenvolver estratégias participativas e colaborativas para abordar atitudes, percepções, relacionamentos ou práticas relacionadas ao classismo, os alunos fortalecer a coesão social em solidariedade.
Os participantes aprenderão a:
Aplicar adequadamente metodologias de pesquisa de ação participativa.
Usoestratégias para cooperar e resolver as tensões decorrentes da ação coletiva.
Identificar e analisar criticamente atitudes, percepções, relacionamentos ou práticas que promovem ou atenuam o classismo.
Esse desafio tem como objetivo:
Estudantes de qualquer disciplina, desde mestrado ou graduação, de quinto semestre ou superior. Cada equipe deve ser composta por cinco alunos maiores de idade e ter um professor universitário para liderar a equipe durante todo o desafio.
O desafio
Ele é dividido em cinco fases que orientam as equipes na elaboração e implementação de um pesquisa participativa em seu ambiente imediato para identificar e analisar criticamente atitudes, percepções, relacionamentos ou práticas que promovem ou atenuam o classismo. Cada equipe trabalhará em coletivamente e com as pessoas que fazem parte do ambiente em que a pesquisa é realizada durante as cinco fases:
No primeiro Nessa fase, as equipes escolherão o ambiente em que pretendem realizar a pesquisa de ação participativa.
No segundo, Os participantes discutirão com as pessoas do ambiente escolhido se desejam se envolver e até que ponto.
No terceiro, Na próxima etapa, as equipes definirão, junto com as pessoas do ambiente escolhido, a questão da pesquisa e os métodos que usarão para resolvê-la.
No quarto, realizará a investigação.
No quinto fase, as equipessintetizar e consolidar todo o processo de aprendizado em dois produtos.
Durante a quinta fase, haverá uma reunião presencial de todas as equipes na Universidad de los Andes nos seguintes dias 1 e 2 de novembro. Nesse espaço, as equipes compartilharão suas experiências durante o desenvolvimento do desafio e receberão feedback de professores especialistas e outros participantes. Em 2 de novembro cada equipe fará uma apresentação final para um painel de jurados e para as outras equipes.
Haverá masterclasses virtuais sobre metodologias e princípios de pesquisa de ação participativa e sobre conceitos e questões relacionadas ao classismo por professores universitários.
Financiamento
Nesta edição do Desafio TREES: Revelando Classismos, selecionaremos sobre 20 equipes. Cada equipe selecionada receberá $200.000 COP para apoiar os custos diretamente relacionados à condução da pesquisa participativa.
Nós concederemos bolsas de estudo para equipes formadas por estudantes que estudem e residam em cidades fora de Cundinamarca e que tenham realizado suas pesquisas em tempo hábil, cumprindo as datas e os requisitos estabelecidos para cada fase. Essa bolsa cobre os seguintes custos acomodação, o alimentos, em transporte local e o ingressos viagem de ida e volta para participar do reunião presencial em 1 e 2 de novembro na Universidade dos Andes.
Processo de implementação
O processo de inscrição estará aberto entre 13 de maio e 20 de junho de 2025. O sexta-feira, 4 de julho Anunciaremos quais equipes foram selecionadas para participar do desafio.
As equipes que atenderem aos requisitos e concluírem todas as atividades do processo receberão um certificado de participação emitido pela Departamento de Educação Continuada da Universidad de los Andes.
Para se inscrever no desafio, as equipes já formadas devem preencher o formulário Formulário de inscrição, anexar o Proposta para mentores acompanhantes e o Carta de motivação.
As equipes serão avaliadas por um painel de jurados da iniciativa TREES, de acordo com os critérios de avaliação da Proposta de Acompanhamento e da Carta de Motivação.
Compromissos e responsabilidades
As equipes selecionadas para participar do desafio devem assinar e preencher o Termo de Compromisso. Os alunos devem dispor de uma média de duas horas por semana para o desenvolvimento da pesquisa.
Propriedade intelectual
As pessoas que participarão do desafio e da pesquisa participativa serão coautores ou coproprietários dos documentos, apresentações, conclusões e resultados produzidos. A equipe do TREES fornecerá suporte para alcance de alguns deles e dar visibilidade aos autores que participaram de sua criação.
Conforme declarado no Contrato de Compromisso, os indivíduos que participam do desafio e da pesquisa participativa devem fornecer permissão para uso e divulgação à Fundação Ford e à Universidad de los Andes.
Consulte as diretrizes gerais para redigir a carta de motivação da equipe de alunos e o plano de orientação do professor orientador a ser carregado em formato PDF nas seções correspondentes: GeneralGuidelines.pdf
Se você tiver mais perguntas, por favorNão hesite em entrar em contato conosco pelo e-mail[email protected]
Juan Andrés Díaz, estudiante de Economía de la Universidad de los Andes.
El Especial de Educación y Cohesión Social de TREES fue reporteado por Angie Bautista, Gabriel Barrero, Jefferson Hernández, Juan Andrés Díaz, Julieta Espinosa, María Camila Lozano y Sergio Díaz. Este ensayo es un comentario sobre la reportería del especial.
Siempre he pensado que el esqueleto de la economía aparece en lugares cotidianos. Basta con observar un poco más de cerca para darnos cuenta de las leyes de mercado que los gobiernan. Sin embargo, dentro de la elegancia del lenguaje económico y de los modelos, hay algo que empuja preguntas sobre palabras grandes como democracia, sociedad, el bien y el mal. Y son temas como, en este caso, la educación, los que tienen esa naturaleza cotidiana y a la vez tenaz. Desde que estaba en el colegio, me inquietaba la idea de “vivir en una burbuja” y de que la educación fuera un privilegio.
Este especial de Educación y cohesión social nutrió y moldeó esa inquietud. Hicimos una reconstrucción de los que deberían ser los tres principales ejes del sistema educativo en Colombia: cobertura, calidad y cohesión. Exploramos la ausencia del último y la relación que tiene la segregación educativa con la desigualdad. Pudimos lograr esto gracias a las voces de profesores, servidores públicos, empresarios, escritores y estudiantes. Y aunque las discusiones económicas fueron protagonistas, con cada conversación entendimos que la clave del problema educativo en Colombia va más allá de las relaciones materiales de los economistas.
La existencia de la segregación educativa o, como lo llaman los editores de La quinta puerta, el apartheid educativo, está muy presente en la conciencia de los estudiantes. Es el elefante en la habitación durante la mayoría de nuestras interacciones sociales. Las observaciones de Leopoldo Fergusson, Juan Camilo Cárdenas y Mauricio García Villegas son precisas para describir nuestro comportamiento. Podemos preguntarle a cualquier estudiante de los Andes y nos hará una etnografía casual, pero bien detallada de los “grupitos” que se encuentren por ahí cerca. La decisión de nuestros padres de meternos a un colegio público o privado estableció culturas y marcos de pensamiento diferentes en los que todos nadamos. El apartheid educativo es una realidad innegable, por eso quisimos salir a retratarla. Fuimos a universidades públicas y privadas con tres carteleras. En la primera, las personas debían escribir los dos apellidos de sus mejores amigos del colegio; en la segunda, ubicaban con un sticker su colegio en un mapa de Bogotá y, en la tercera, escribían tres palabras con las que asociaban su experiencia del colegio.
Sin necesidad de escarbar, los resultados de las tres carteleras calcaron el apartheid educativo. Las respuestas de los entrevistados confirmaron la hipótesis de que hay separación y desigualdad en la recepción de un servicio y eso tiene consecuencias sociales importantes. En la primera cartelera encontramos que, a pesar de que hay muchos apellidos transversales a la población, hay un conjunto de apellidos exclusivos de los estudiantes de colegios privados. Los resultados de esta muestra parecen ser coherentes con la investigación The persistence of segregation in education: Evidence from historical elites and ethnic surnames in Colombia de Andrés Álvarez, profesor de la Facultad de Economía de la Universidad de los Andes, y Juliana Jaramillo Echeverri, investigadora del Banco de la República.
En la segunda cartelera, apareció una clara segregación espacial entre los exalumnos de colegios públicos y privados. Finalmente, en la tercera cartelera, vimos cómo el lenguaje cambiaba al describir la experiencia escolar. Aun cuando palabras como “felicidad” o “amigos” aparecían en ambos grupos, otras como “farras” o “IB” solo estaban en el grupo de exalumnos de colegios privados. Cuando le mostramos los resultados al profesor Andrés Álvarez, no pudo evitar reír nerviosamente porque los apellidos eran muy paródicos de las élites bogotanas. Aquello capturó la conclusión de su working paper: el sistema educativo en Colombia reproduce patrones de exclusión que están arraigados en el pasado, lo que obstaculiza el papel de la educación como motor de movilidad social. El video de esta activación está en las redes sociales de TREES, vayan a verlo.
«Cuando tenemos una sociedad segregada en lo educativo, la tenemos también segregada en lo social. Es decir, no es solo que vamos a distintas escuelas, es que nunca nos vamos a casar, nunca vamos a ser amigos, nunca vamos a vivir en el mismo edificio. Nuestras trayectorias están fragmentadas», dijo María José Álvarez, profesora de Sociología de la Universidad de los Andes, sintetizando muy bien lo que encontramos con las carteleras. Al cuestionar de dónde viene esa fragmentación, Mauricio García Villegas nos contó que (para variar) se origina de un gran desacuerdo entre conservadores y liberales. Ambos partidos fallaron en establecer un sistema de educación pública, pues no aceptaban las posturas del otro acerca de quién debía ser el responsable de la educación: si el Estado o la Iglesia.
Después de establecer esa causa fundamental, Mauricio nos habló con más detalle de la causa inmediata del problema del sistema educativo, que identifican él y sus coautores de La quinta puerta: la trampa de la debilidad de los bienes públicos. Esta consiste en que ante una baja oferta de un bien público de calidad, las personas de mayor ingreso privatizan ese bien, lo que conduce a su baja demanda y consecuentemente, una vez más, a su baja oferta.
Fue en la actividad de las carteleras cuando me di cuenta de que los bienes públicos son el esqueleto económico del problema de la educación. Las cosas se sentían diferentes dependiendo de si estábamos en territorio de bienes públicos o bienes privados. La gente empezó a conversar acerca de lo que veían en las carteleras. Recuerdo que, en una universidad privada, un estudiante vio el mapa de Bogotá y lo primero que dijo fue «Ush, ¿esa es Bogotá?», con asombro y un poco de vergüenza, como si nunca antes hubiera dimensionado la ciudad más allá de los límites que él conocía. Pienso que no es tanto su culpa, nuevamente, la segregación educativa es una realidad que parece inescapable. Y es impresionante pensar que el comentario del estudiante está indirectamente causado por una disputa republicana que se distrajo con la educación, y en cuyas consecuencias ahora vivimos absortos.
«La gente habla de que las políticas públicas en Colombia se han concentrado mucho en la cobertura, eso puede ser cierto, pero es que antes no había niños en los colegios, ¿cómo voy a arrancar a hacer calidad si no tengo a quién educar?», dijo Isabel Segovia, secretaria de Educación de Bogotá, cuando empezamos a explorar el impacto y las limitaciones de la política pública en la educación. Para evaluar políticas públicas, dice Isabel, es necesario pensar en la vida de los países. Aunque 25 o 50 años sea un tiempo largo para un ser humano, no lo es para una nación.
A partir de la Constitución del 91 y la Ley General de Educación, Colombia dio pasos enormes. A principios de los años 2000, el sistema empezó a organizarse con un despliegue de infraestructura, profesores, financiación y modelos pedagógicos. «El sistema educativo público que tenemos hoy, el que tiene las deficiencias que tiene, pero que efectivamente cuenta con instituciones educativas, con maestros, con material, con niños matriculados en los colegios y una cantidad de cosas más, existe solamente desde hace 25 años.».
Ahora, Isabel explica que el desafío de calidad tiene una característica importante, la decisión marginal de los padres: «En la medida en que los colegios públicos no sean competitivos, una familia con recursos no va a pensar en meter a su hijo a un colegio público versus poder pagar un colegio privado y que salga con las garantías de convivencia y de calidad que se requieren para salir a enfrentar la vida.» Esto nos confirmó algo que puede parecer obvio, pero que no debemos olvidar: cobertura, calidad y cohesión están profundamente relacionadas y siempre desembocan la una en la otra.
Sobre los esfuerzos actuales de Bogotá, Isabel mencionó los tres programas que esta alcaldía está implementando: Cierre de brechas, Trayectorias educativas completas y Escuela con emociones. El primero busca mejorar la calidad, con énfasis en competencias lectoras, matemáticas y científicas. El segundo enfrenta la deserción escolar, haciendo la educación más conectada con los proyectos de vida de los estudiantes. Y el tercero crea entornos escolares seguros, abordando los problemas de convivencia que se agudizaron tras la pandemia. Esta conversación nos permitió comprender que ha habido avances significativos en cobertura y que, al lograr las condiciones óptimas de calidad, es posible que la educación dé el primer paso para cohesionar una sociedad.
La segregación educativa no está oculta. Los estudiantes saben que existe, la academia la ha estudiado y el sector público ha planteado maneras de abordarla. Entonces, ¿por qué no la erradicamos? Para la secretaria de educación del Distrito, esto es lo que pasa: «Si nosotros pensáramos en políticas de Estado y no de gobierno, tendríamos probablemente resultados de cohesión social más consistentes (…) Yo siempre he dicho que en educación todo el mundo sabe qué hay que hacer, el problema es hacerlo bien.»
Esto que Isabel plantea es precisamente lo que los autores de La quinta puerta proponen. Mauricio García Villegas, coeditor del libro, lo explicó de esta manera: «Nosotros creemos que este es un tema tan importante, que debería dar lugar a una especie de contrato social. Un gran acuerdo, no exclusivamente político, sino un gran acuerdo social de nación, para construir un sistema de educación pública, básica, pluriclasista. Yo no he perdido la esperanza de que ese gran proyecto nacional pueda llevarse a cabo. Mientras eso no se haga, la sociedad colombiana tendrá dificultades enormes, no solamente para progresar económica y socialmente, sino para construir sociedades más amables, más tranquilas, de más consenso y más democráticas». Sobre esto, María José Álvarez explica que es difícil que a un político le interese un proyecto que tenga más de 4 años. Este gran acuerdo requeriría priorizar la educación, comprometerla con una inversión alta y promover una estrecha colaboración entre sector público y privado.
«Una preocupación fundamental del Estado debería ser que las personas, a pesar de su nacimiento, a pesar de sus apellidos, a pesar de la clase social de la cual provienen, tengan igualdad de oportunidades para ascender socialmente. Y la educación pública es el mecanismo ideal para lograr esto. El gran problema es que en Colombia, esa educación pública no solamente no está logrando ese cometido de igualdad social, sino que está haciendo justo lo contrario, que es favorecer la reproducción de las clases sociales tal como están.» ¿Pero cómo logramos que exista tal acuerdo de políticas de Estado que priorice la educación? Este especial nos sugirió que el camino empieza con la sociedad en su conjunto demandando una educación pública, pluriclasista y de calidad.
Para lograr esto se deben plantear los incentivos correctos. Sandra Sánchez López, historiadora y profesora de la Facultad de Artes y Humanidades de la Universidad de los Andes, insiste en que la economía debe tomar un giro más heterodoxo para afrontar este problema. «¿Acaso el sufrimiento de los demás no es incentivo suficiente?», nos preguntó. Y debería serlo. La desigualdad es cruel, es una falta de empatía con nuestra especie; como individuos, no deberíamos soportarla y, como sociedad, tolerarla. Si nos es indiferente, sacrificamos la capacidad del ser humano para unirse y acabamos en sociedades alienadas, con muros cada vez más herméticos. Pero creo que ahí entra lo bonito de la economía clásica, que nació de la idea liberal de concebir al hombre “tal como es” y no como debería ser. Por lo que plantear esos incentivos (con un enfoque heterodoxo) es posible. Creo que la historia ha comprobado que el equilibrio competitivo es bueno, siempre y cuando no deje a tanta gente por fuera.
En ese sentido, la responsabilidad por la educación recae también sobre nuestros comportamientos. Al final, es entre todos que debemos llegar a ese gran acuerdo de nación. La segregación educativa nos inquieta e inicia conversaciones, pero los intereses políticos y sus periodos de gobierno imposibilitan cualquier solución. Hablar de educación trae consigo una nostalgia por una sociedad unida y justa. Alguien que se preocupó mucho por la pérdida de la unidad entre el ser humano fue el filósofo Friedrich Hölderlin. Él tiene una frase que resume cuál debería ser la aspiración de una sociedad y que encaja muy bien al pensar en educación: «Que, así, el hombre mantenga lo que de niño prometió.» Espero que este especial haya comunicado el creciente sentimiento de urgencia de esa promesa.
Accede a los contenidos del especial:
En Colombia, el debate sobre educación suele enfocarse en cobertura, infraestructura y calidad. Pero, ¿y la cohesión social? El cuarto elemento.
O workshop reuniu economistas, sociólogos, cientistas políticos, antropólogos e historiadores para discutir seus projetos.
Já realizamos os dois primeiros workshops para fortalecer a comunidade de pesquisa do TREES. Esses dois encontros reuniram pesquisadores que receberam apoio financeiro por meio das chamadas Grant Fund I e II. Os pesquisadores se reuniram para compartilhar ideias, receber feedback e enriquecer seu trabalho.
Assista ao resumo em vídeo do primeiro workshop do Grant Fund:
Em 7 de maio de 2025, pesquisadores do Grant Fund II estiveram na Universidad de los Andes com um objetivo comum: ouvir como seus colegas estão estudando as desigualdades a partir de múltiplas perspectivas e contextos disciplinares. A reunião serviu para compartilhar o progresso, discutir questões e fortalecer uma comunidade acadêmica comprometida com a compreensão das desigualdades no sul global.
“O workshop é fantástico porque é uma equipe interdisciplinar em que você encontra economistas, historiadores, cientistas políticos e advogados falando sobre o mesmo tópico: desigualdade”, disse James Torres, professor de história e geografia da Universidad de los Andes.
Durante o evento, os pesquisadores apresentaram seus projetos em andamento e receberam feedback. A discussão de ideias em um estágio inicial permite que eles aprimorem as abordagens e fortaleçam as estruturas analíticas. “Gostei muito da perspectiva comparativa. Por exemplo, um dos professores sugeriu que analisássemos o classismo versus casta na Índia, algo em que não havíamos pensado”, disse Natalia Amaya, pesquisadora da Fundación Prolongar.
“É muito construtivo receber comentários de colegas nesse estágio, quando o projeto ainda não está concluído. É muito construtivo receber o feedback dos colegas nesta fase, quando o projeto ainda não está concluído. As preocupações que se suspeitava que o trabalho pudesse ter, os pontos fracos, mas também as sugestões de melhoria, vêm à tona”, Emiliano Tealde, economista e professor da Universidade Católica do Uruguai.
Os participantes discutiram o papel do Estado na distribuição de terras, a reconstrução do lugar da mulher na história econômica, a dinâmica da informalidade do trabalho, os limites da mobilidade social, as múltiplas dimensões culturais da desigualdade e os desafios da aplicação de modelos do norte global na América Latina.
O workshop também foi uma oportunidade para fortalecer a cooperação entre pesquisadores de diferentes disciplinas. Essa abordagem visa ampliar as estruturas teóricas sobre a desigualdade e gerar evidências úteis para políticas públicas e iniciativas dos cidadãos. “Queremos analisar a desigualdade não apenas a partir de sua dimensão estritamente econômica. Isso produziu uma combinação muito rica de perspectivas sobre suas causas e consequências”, explica Leopoldo Fergusson, líder de pesquisa da TREES.
Com algumas dessas pesquisas já publicadas, confira-as em nosso repositório de pesquisa, Com o workshop do Grant Fund III em andamento, confirmamos nosso compromisso de contribuir com conhecimento rigoroso para construir sociedades mais equitativas.
Assista ao resumo em vídeo do segundo workshop sobre o Grant Fund:
Em março de 2025, Juan Sebastián Lemos, aluno do Mestrado em Economia PEG da Universidad de los Andes, fez uma estadia acadêmica de um mês na Harvard Graduate School of Education. Com o apoio do TREES, essa experiência contribuiu para o processo de formação de Juan Sebastián como pesquisador, ampliando suas perspectivas acadêmicas e pessoais. Como foi essa experiência para ele? Abaixo, compartilhamos o testemunho dele com você.
Graças ao apoio da TREES, tive a oportunidade de fazer um estágio acadêmico na Harvard Graduate School of Education, uma oportunidade que marcou meu crescimento profissional e pessoal e que me deixa com experiências e aprendizados que eu não teria podido viver de outra forma.
Em um nível pessoal, essa experiência transformou minha perspectiva sobre o que é possível. Estudar em Harvard nunca foi uma opção sequer imaginável para mim, mas hoje se tornou um sonho real pelo qual me esforço no trabalho todos os dias. Morar em outro país, adaptar-me a uma nova cultura e comunicar-me em um idioma diferente foi um grande desafio, pois eu nunca tinha tido a oportunidade de fazer isso antes. No entanto, essa também foi uma oportunidade de ampliar meus conhecimentos, questionar meu lugar no mundo, as oportunidades e os privilégios que tenho e fortalecer minha autonomia.
Em nível profissional, a estada me permitiu avançar mais rapidamente e com maior profundidade em meu projeto de pesquisa. Participei de seminários e palestras ministradas pelos principais professores de pesquisa em educação, o que enriqueceu minhas ideias e abriu novos caminhos para expandir ainda mais minha agenda de pesquisa. Participei de discussões com alunos de doutorado que compartilharam suas experiências comigo. Isso me deu uma melhor compreensão de como as trajetórias acadêmicas são construídas em contextos internacionais. Aprendi novas metodologias e abordagens de pesquisa que complementam meu treinamento anterior e ganhei confiança em minha capacidade de contribuir, com minha experiência, para conversas e decisões no projeto de pesquisa em que estou trabalhando.
Por fim, também pude estabelecer vínculos com alunos e pesquisadores de diferentes países que compartilham interesses semelhantes. Ao mesmo tempo, estar cercado por pessoas tão qualificadas em um ambiente tão exigente foi um desafio, mas também uma motivação para refletir sobre a qualidade da minha formação com vistas a um futuro alcance internacional. Em resumo, essa experiência me proporcionou mais do que conhecimento: ela me deu clareza sobre minha vocação, novas ferramentas para meu desenvolvimento acadêmico e profissional e o ímpeto para continuar me esforçando.
As inscrições para o workshop já estão abertas O cinema e suas visões sobre as diferenças sociais, um espaço destinado a pequenos e grandes criadores de conteúdo e influenciadores, youtubers, O projeto é voltado para profissionais de mídia, comunicadores, publicitários e jornalistas (afiliados a uma organização de mídia ou autônomos).
Selecionaremos um máximo de 25 pessoas que receberão uma bolsa para participar de quatro sessões dedicadas a explorar, por meio de filmes, diferentes formas de ver, pensar e comunicar diferenças sociais.
Descrição do workshop
O workshop Cinema e pontos de vista sobre diferenças sociais é um espaço reflexivo, experimental e criativo. destinado a pessoas que se comunicam, em vez de cinéfilos. Ele usa as histórias, os espaços, os figurinos e outros elementos do cinema para abrir conversas sobre diferenças sociais e criar conteúdo com base nessas reflexões.
A quem se destina
O workshop é para pessoas envolvidas no processo decriação de conteúdo, de produção jornalística, formatos multimídia, estratégias de comunicação, campanhas publicitárias. Os interessados em se candidatar a esta chamada não precisam necessariamente abordar questões sociais, políticas ou cinematográficas em sua prática. Eles devem estar interessados em refletir e ouvir diversas posições sobre como as diferenças sociais são contadas, representadas e transmitidas, não apenas nos filmes que assistirão, mas também na mídia, no conteúdo digital e nas campanhas publicitárias das quais participam.
O que as pessoas selecionadas receberão?
Uma bolsa de estudos para participar do workshop de 12 horas, dividido em 4 sessões de 3 horas cada, organizado pela TREES e a ser realizado no campus da Universidad de los Andes.
Um certificado de conclusão do workshop, emitido pela Educação Continuada da Universidad de los Andes.
Requisitos de aplicação
Demonstrar que pertence ao mundo da comunicação, jornalismo, publicidade, criação de conteúdo, independentemente ou com afiliação a uma empresa/mídia.
Disponibilidade para participar pessoalmente a todas as reuniões do Sábado, 15 de março em sábado, 05 de abril 2025 (das 10h00 às 13h00), na Universidad de los Andes, em Bogotá.
Daremos prioridade a candidatos cuja atividade principal seja a comunicação e a criação de conteúdo, em vez de abordagens acadêmicas sobre esses tópicos.
Os candidatos não devem necessariamente ter conhecimento prévio de cinema.
Disposição para criar um produto jornalístico ou de comunicação que reflita o conhecimento adquirido durante o workshop. Esse produto poderá ser publicado nos canais de divulgação digital do TREES.
Registro
Para se inscrever, acesse o link e preencha o formulário, que estará disponível até Domingo, 23 de fevereiro às 18:00 horas.
TREES (Teaching and Researching Equitable Economics from the South), uma iniciativa do Centro de Estudos de Desenvolvimento Econômico (CEDE) da Universidad de los Andes, promove e participa de diálogos sobre desigualdades do sul global por meio de pesquisa rigorosa, inovação pedagógica e defesa de narrativas sobre desigualdade.
Esse workshop foi criado e será conduzido por
María Paula Dueñas Pérez
Sociólogo, estudante de Análise Espacial, facilitador e entusiasta de artes.
Simón Dueñas García
Profissional em estudos literários, mestre em filosofia, cinéfilo, criador de conteúdo e pedagogo.
Já estão abertas as inscrições para a terceira edição do Escola Global de Complexidade (CGS). Como no ano passado, a escola será realizada no Universidade dos Andes (Uniandes), em Bogotá, Colômbia. No entanto, pela primeira vez, pessoas de qualquer país poderão se inscrever. Cerca de 60 alunos serão selecionados para participar da escola, que será realizada de 28 de julho a 8 de agosto de 2025. Graças ao apoio da Rede Omidyar e o Fundação Ford, A escola será totalmente gratuita para todos os alunos admitidos, incluindo mensalidades, acomodação, refeições e uma bolsa de transporte. O prazo para aplicar é o 2 de março de 2025.
“Estamos procurando pensadores corajosos que queiram aprender novos métodos e que nos ajudem a buscar novos paradigmas para entender a vida política, econômica e social, notas Will Tracy, O organizador do evento e vice-presidente da Instituto Santa Fé. “Nossa busca por novos paradigmas é profundamente interdisciplinar. Estamos interessados em acadêmicos em início de carreira das ciências sociais e naturais, bem como em profissionais intelectualmente motivados do governo, da sociedade civil e do setor privado.”
O CGS inclui uma série de palestras que apresentam os mecanismos e modelos fundamentais de sistemas complexos e sua relação com as economias políticas. Os principais tópicos incluem análise de rede, ciência social computacional, teoria de escalonamento aplicada, engenharia emergente e humanidades digitais. Os alunos aprenderão a aplicar esses temas, métodos e modelos a diversos fenômenos, como desigualdade, mudança climática, dinâmica de crenças, ruptura tecnológica em sistemas sociais, federalismo e o futuro do trabalho.
Juan Camilo Cardenas, Professor da Faculdade de Economia da Uniandes e um dos líderes da iniciativa. TREES, destaca os benefícios da aplicação de uma abordagem de sistemas complexos ao estudo das desigualdades: “A complexidade nos ajuda a entender melhor as desigualdades porque nos permite ver como as diferenças entre indivíduos e grupos geram tensões sociais, especialmente quando essas desigualdades são percebidas como injustas ou negativas. Em sistemas complexos, surgem padrões que são explicados não apenas pela análise das decisões individuais, mas pela compreensão de como as pessoas interagem umas com as outras. Isso faz com que algumas desigualdades sejam difíceis de prever com os métodos tradicionais. Ao reunir alunos de diferentes países e disciplinas, podemos encontrar novas maneiras de entender como a diversidade, as desigualdades e as diferenças estão relacionadas e, assim, encontrar soluções mais eficazes para as desigualdades que prejudicam a sociedade e o planeta.”
O CGS inclui componentes presenciais e remotos. O componente no local consiste em um Programa intensivo de 12 dias que se concentra na interação entre professores e alunos, bem como na formação de grupos de projetos. Durante o componente remoto, de agosto a novembro, os alunos colaborarão virtualmente com seus grupos para finalizar os projetos.
“A coisa mais valiosa foi interagir com outras pessoas, especialmente aprender a superar as barreiras do idioma - não apenas as barreiras do idioma, mas também as barreiras do idioma acadêmico”, disse ele.” diz Ebba Mark, Doutorando em desigualdade social e econômica na Universidade de Oxford, que participaram do CGS 2024. Essas interações também ajudam a reformular e aprofundar as perguntas da pesquisa. “Toda vez que você aborda um tópico de seu interesse, todos o desafiam a defini-lo um pouco melhor e a questionar as suposições subjacentes à maneira como você planeja pesquisá-lo.”
Qixin Lin, um estudante de ciências sociais computacionais na Universidade de Chicago, O relatório esperava abordar questões sobre desigualdades sociais, trabalho e emprego durante a CGS 2024. “Depois de estudar aqui, aprendi que a sociologia não será a única abordagem que usarei para lidar com o problema”, disse ele.” destaca. “Agora também posso trabalhar com físicos e economistas e usar outras abordagens para encontrar soluções.”
Patricio Cruz e Celis Peniche, estudante do CGS 2024 e estudante de doutorado do quinto ano na Universidade da Califórnia, Davis, investiga como as ideias religiosas norte-americanas se espalharam por meio da transmissão cultural na América Latina. “Inicialmente, vim para cá com a ideia de explorar questões relacionadas a como e por que as ideias viajam pelos grupos”, diz ele.” ele comenta. Em vez disso, ele se envolveu em um projeto que explorava o motivo pelo qual as pessoas realizam pesquisas interdisciplinares, apesar dos desafios adicionais de quebrar as convenções disciplinares. Os membros de seu grupo de projeto representavam cinco países e traziam conhecimentos especializados em economia, física, engenharia, antropologia e matemática, tornando a questão autorreferencial, diz ele. “De certa forma, estamos tentando entender o que nos motiva a fazer isso, especialmente quando é tão difícil e exige tanto esforço.”
O primeiro Escola Global de Complexidade foi realizado simultaneamente na Índia e na África do Sul em dezembro de 2023 e foi aberto a estudantes do sul da Ásia e da África, respectivamente. Os participantes de ambos os locais - organizados pela Instituto Indiano de Tecnologia, Bombaim, e o University of the Witwatersrand, África do Sul - O curso contou com conferências e projetos de grupo on-line transcontinentais. A segunda edição foi realizada na Uniandes, em Bogotá, Colômbia, no verão de 2024, e foi aberta a estudantes da América Latina, Europa Ocidental, Caribe, EUA e Canadá. O Escola Global de Complexidade é inspirado no Escola de Verão de Sistemas Complexos de Instituto Santa Fé, que está em operação há mais de 30 anos e cujos ex-alunos ocuparam posições de destaque no meio acadêmico, no governo e no setor. Prova.
OBSERVAÇÃO: A escola será conduzida em inglês, portanto, é essencial ter um bom domínio do idioma.